Umberto Eco: da “Obra Aberta” para “Os Limites da Interpretação”

Marcos Carvalho Lopes

Resumo


Resumo:

O artigo investiga as transformações na abordagem que Umberto Eco dá a questão da interpretação na trajetória entre a Obra Aberta, na década de 60, para a ênfase nos limites interpretativos, a partir de meados dos anos 70.Nesta trajetória, o mago de Bolonha, parte de uma perspectiva fundada em Tomas de Aquino, dialogando com James Joyce, as vanguardas musicais, os estruturalismo e a semiótica de Peirce. O artigo mostra também como a perspectiva pragmática que Eco herda de Peirce formularia uma "metafísica detetivesca" centrada no conceito de abdução. O desenvolvimento do giro pragmático efetuado por Eco se distinguiria de modo forte da perspectiva neopragmatista de Richard Rorty.

Palavras-chave: Interpretação. Pragmatismo. Semiótica. Eco. Neopragmatismo.

Abstract:

This paper investigates the changes in Umberto Eco's approaches about the subject of the interpretation in the 60's, beginning with Open Work, culminating at the emphasis in the limits of interpretation, up to the mid 70's. The wizard of Bologna uses in his analyses the ideas from Thomas Aquinas, James Joyce, avant-garde music, structuralism and the semiotics of Peirce. This article also shows how the pragmatic approach that Eco inherits from Peirce would help him formulate an "investigator metaphysics" centered on the concept of abduction. The development of the pragmatist turn made by Eco differs strongly from Richard Rorty´s neo-pragmatism.

Keywords: Interpretation. Pragmatism. Semiotics. Eco. Neo-pragmatism.


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