Corpos do futuro e o futuro do corpo: metáforas corporais no cinema de horror e de ficção-científica e os seus usos para a intervenção/invenção de direitos civis no âmbito da diferença/deficiência física

Marcio Pizzarro Noronha

Resumo


Redescrições do corpo humano inventariadas no campo fílmico, do cinema de horror e de ficção-científica (FC), e os modos como estes usos metafóricos da corporeidade nos limites do humano / não-humano sugerem, pela via da criação de novos vocabulários a reinvenção do corpo e do humano. Dentro de uma perspectiva pragmatista norte-americana, os vocábulos produzidos no interior dos media -- em obras de grande alcance e popularidade -- podem ser extremamente úteis na produção de estratégias de redescrição da verdade referentes ao corpo e ao estatuto do humano. Investigando estas linguagens emocionalmente centradas dos filmes e os usos transgressivos da linguagem, a perspectiva de trabalho é a de reconhecer linhas de fuga e de força neste abuso imaginativo, capazes de amplificar o entendimento social do que é dado como da ordem da natureza e da verdade. O não-humano amplia o espaço lógico de invenção do humano, através da categoria estética da monstruosidade, como fronteira e como exagero. Esta invenção artística permite ao antropólogo investigar estratégias de invenção de novas identidades morais para os grupos sociais portadores de diferenças físicas, dadas socialmente como relevantes e estigmatizadas no estudo de próteses e órteses corporais.

Palavras-chave: cultura visual. corpo humano. filmes de ficção-científica e de terror. direitos humanos. pragmatismo.


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