Reflexões na Pandemia: Seção excepcional de DILEMAS

Diante da maior crise social vivida pela humanidade no século XXI, a pandemia de Covid-19, as ciências sociais não podem se furtar a oferecer sua contribuição. E sua versão densa e de longo prazo virá a seu tempo, pois lento é o tempo da ciência – salvo na urgência das tecnologias de resposta justamente às grandes necessidades. As conclusões de maior monta sobre a atual situação, dessa maneira, ainda demandarão pesquisas, reflexões, coletas de dados, tempo.

Por ora, entretanto, no calor da própria crise, as ciências humanas podem oferecer análises de conjuntura, reflexões com base no que já sabemos sobre o nosso mundo e sobre como vemos seu comportamento atual. Assim, DILEMAS, durante esta crise, manterá a seção excepcional Reflexões na Pandemia, alimentada pelo menos duas vezes por semana, em que cientistas sociais apresentarão ensaios para pensar o atual momento, oferecendo à sociedade suas ideias para ele e, assim, suas análises passo a passo, compondo um painel de um debate que, esperamos, possa contribuir para os leitores pensarem suas vidas perante das incertezas colocadas diante de todos nós.

O texto que inaugura a seção é a reflexão de Ana Paula Perrota, professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, “Serpentes, morcegos, pangolins e ‘mercados úmidos’ chineses: Uma crítica da construção de vilões epidêmicos no combate à Covid-19”.

Este é um conteúdo especial, não avaliado por pares e não incluído na galeria de artigos regulares de DILEMAS. As opiniões expressadas nos textos não refletem necessariamente as opiniões da revista.