Revista ECO-Pós

A Revista ECO-Pós está aberta a contribuições de pesquisadores da área da Comunicação e afins que estejam empenhados em compreender a vida social a partir da amplitude e da dinâmica do campo da comunicação, que vem alterando sensivelmente: as relações dos indivíduos com o espaço e o tempo; os regimes de verdade; a experiência social do real; as relações entre técnica, humanidade e cultura; os processos cognitivos e os fenômenos perceptivos; os rituais e práticas de rememoração; os regimes discursivos e os modos de subjetivação; a produção social de sentidos e as representações culturais; as configurações identitárias e os estilos de vida; as formas de sociabilidade; os modos de ativismo e participação política; os mecanismos de visibilidade, resistência e poder; as formas de comunidade e de solidariedade; as políticas públicas; os circuitos de produção, distribuição e consumo de bens culturais; as estruturas, os agentes e as regras de funcionamento do campo midiático; o estatuto da imagem; as transformações do espaço e da imagem públicos; as produções artísticas; as configurações estéticas; os sentidos do gosto; o culto, o popular, o massivo e outros sistemas de classificação cultural; os sensos estéticos, éticos e morais; os modos de regulação da vida social; as possibilidades de interações e agenciamentos políticos, afetivos e simbólicos produzidos por diferentes agentes e segmentos sociais; e os processos e fluxos que vêm permitindo a gestão da informação e do conhecimento. Em outras palavras, refletir sobre a complexa realidade atual implica na elaboração de interpretações que levem em conta as mudanças em curso e operem com os processos, tecnologias e circuitos comunicacionais que, cada vez mais, constituem-se nos alicerces do mundo contemporâneo.

Notícias

 

Chamadas para os dossiês de 2018

 
Car@s colegas
 
Tudo bem?
 
Comunicamos a todos o adiamento do prazo de submissão para o dossiê "Racismo". 
 
A chamada permanecerá aberta até o dia 09 de setembro de 2018.
 
O dossiê será editado pela Profa. Liv Sovik (ECO-UFRJ).
 
A submissão de artigos deve ser realizada na plataforma da revista: https://revistas.ufrj.br/index.php/eco_pos
 
Para o dossiê, a Revista ECO-Pós aceita somente artigos de autoria de doutores ou em coautoria com doutores. Essa exigência não se aplica à seção Resenha.
 
A revista não está neste momento aceitando artigos para a seção Perspectivas.
 
A ECO-Pós é avaliada como B1 no WebQualis da Capes.
 
Cordialmente,
 
Janice Caiafa
Anita Leandro
Julio Bezerra


21.3 - Racismo

“Nós não tivemos Ku Klux Klan, nem apartheid, nem casamentos proibidos entre negros e brancos, nem banheiros separados. Apesar do nosso racismo, tivemos e temos espaços de convívios, até entre árabes e judeus. Nossa mestiçagem é digna de registro histórico, houve de fato uma integração, uma mistura culturalg, disse o então assessor especial do ministro da Cultura Antonio Risério, em uma videoconferência entre Brasília e Washington em agosto de 2003. Se esse discurso tradicional da mestiçagem não tem a mesma eficácia que já teve em delimitar o que fosse possível dizer a respeito de “raça” e racismo no Brasil, é em parte resultado de décadas de trabalho de ativistas e intelectuais negras e negros para colocar em pauta as mazelas e sequelas da escravidão, da racialização e do racismo, e também garantir espaços de presença inéditos na sociedade brasileira - um exemplo disso é a recente celeuma em torno do filme Vazante, de Daniela Thomas, discutido publicamente por intelectuais e artistas negros e negras. O tabu branco em falar do racismo em espaços públicos diminuiu também em função da força de expressão cultural das populações afro-diaspóricas, potencializada pela globalização. Mas se o racismo se pratica discursivamente - no silenciamento do protesto e legitimação da fala dominante, na comunicação e no seu impedimento - ele também se realiza na violência que é o paroxismo do discurso racista e que continua a crescer, sem tabu.

O dossiê do terceiro número de 2018 da revista ECO-Pós tratará do tema “racismo” como construção discursiva na conjuntura atual, em que a violência racista cresce no Brasil e no mundo. Visa abrir um espaço para discutir quais são os caminhos trilhados e a trilhar, na pesquisa em Comunicação no Brasil. Como relacionar esses caminhos a tendências e pensamentos surgidos alhures? Possíveis temas incluem, mas não se restringem a:

-        leituras das contribuições à discussão sobre comunicação e racismo de autores brasileiros como Abdias do Nascimento, Ana Maria Gonçalves, Angela Figueiredo, Alberto Guerreiro Ramos, Carolina Maria de Jesus, Carlos Hasenbalg, Edson Cardoso, Jota Mombaça, Kabengelê Munanga, Leda Maria Martins, Lélia Gonzalez, Maria Aparecida Bento, Marialva Barbosa, Milton Santos, Muniz Sodré, Nei Lopes, Nilma Lino Gomes, Sueli Carneiro, entre outros;

-        leituras das contribuições à discussão sobre comunicação e racismo de autores não brasileiros como Achille Mbembe, Angela Davis, bell hooks, Françoise Vergès, Frank B. Wilderson III, Frantz Fanon, Fred Moten, Grada Kilomba, Patricia Hill, Paul Gilroy, Stuart Hall, Toni Morrison, entre outros;

-        o racismo nas mídias sociais e na televisão: como o debate se processa;

-        jornalistas negras na grande mídia;

-        branquitude e Comunicação;

-        Intolerância religiosa e mídia;

-        racismo e discursos artísticos (nas artes visuais, teatro, literatura, música e especialmente no cinema);

-        Comunicação, técnicas de saúde e sobrevivência;

-        racismo, Comunicação e singularidade nacional;

-        racismo ou racismos? Os determinantes institucionais e culturais do racismo.


Editora convidada: Liv Sovik (ECO-UFRJ)

Prazo para submissões: 09 de setembro de 2018.

 
Publicado: 2018-08-27 Mais...
 

Indexadores

 
A Revista ECO-Pós está indexada em diversas bases de artigos científicos nacionais e internacionais.  
Publicado: 2014-06-10 Mais...
 
Outras notícias...

v. 21, n. 2 (2018): Realismo Especulativo


Capa da revista

Os (dois jarros), de Mariana Manhães