Provocações feministas: Alain Bergala diante de Monika e seus desejos

Pedro Maciel Guimarães, Karla Bessa

Resumo


O livro “Monika”, de Alain Bergala, publicado na França em 2005, propunha uma leitura poética do filme homônimo de Ingmar Bergman (1953) do ponto de vista da criação. Como o fato de um diretor homem estabelecer relações pessoais e afetivas com sua atriz determinam a forma final da obra. Bergala defende que alguns filmes na história do cinema, dos quais Monika e o Desejo é o caso exemplar, merecem ser analisados para além da sua fábula ou da análise semiológica mais estrita. Necessita-se pensar como as relações pessoais entre diretor e atriz determinam a construção de planos e sequências e a atuação da atriz principal (Harriet Andersson). Propomos fazer uma leitura socio-cultural feminista trazendo-a para a perspectiva da crítica e pesquisa universitária contemporâneas, pois as relações de gênero fora e dentro das multitelas passaram por profundos questionamentos relativos às desigualdades e violências nas estruturas sociais e representacionais que emolduram e normatizam as diferenças entre masculinidades e feminilidades.


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DOI: https://doi.org/10.29146/eco-pos.v22i1.26389

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