O funk como trabalho, lazer e inspiração: Uma mirada sobre a produção da MC Helenzinha e o consumo de funkeiras de Porto Alegre

Guilherme Barbacovi Libardi, Elisa Reinhardt Piedras

Resumo


O objetivo do artigo é compreender as estratégias de produção de funk e seu consumo por jovens mulheres de classe popular de Porto Alegre. Para tanto, adotamos o Mapa das Mediações em articulação com discussões sobre visibilidade midiática, considerando o gênero como categoria analítica. Através da pesquisa documental, entrevista e observação obtivemos resultados que indicam que a música funk carrega experiências de gênero intrínsecas aos modos de vida da cultura popular que se estabelecem no cotidiano de quem o produz ou consome. Para divulgar a imagem e a música da MC, estratégias de visibilidade midiática se dão principalmente nas redes sociais digitais e no rádio. O consumo do funk explicita a consciência e identificação de jovens mulheres a partir de discursos que remetem às suas realidades. As leituras que o funk adquire navegam entre diversão e retrato de lutas diárias por uma vida mais digna.


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DOI: http://dx.doi.org/10.29146/eco-pos.v20i3.3776

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