‘Disforia’ e ‘incongruência’ de gênero: Notas sobre a gestão biomédica da(s) infância(s) e adolescência(s) ‘trans’

Júlia Clara de Pontes

Resumo


Este artigo discute modalidades de compreensão e gestão fornecidas pelos saberes biomédicos para a assistência em saúde de crianças e adolescentes trans e/ou não conformes de gênero. Tomando como objeto as normas, diretrizes e resoluções que buscam estabelecer e regular práticas de saúde ao grupo em questão, como o DSM-V, as NDA da World Professional Association for Transgender Health (WPATH) e as diretrizes da Sociedade Americana de Endocrinologia, analisa-se as categorias diagnósticas, seus critérios e as orientações para o manejo das intervenções clínicas. Ao longo das três seções que compõem o texto, discute-se as relações entre as convenções biomédicas e determinados valores e concepções sociais de gênero presentes nos documentos. Conclui-se que apesar do caráter pretensamente técnico, os documentos atualizam expectativas socioculturais tanto na definição de categorias diagnósticas como na orientação para as intervenções hormonais.

Palavras-chave


crianças, adolescentes, gênero, transgeneridade, cuidado em saúde

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Enfoques - Revista de discentes do PPGSA/IFCS/UFRJ
Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia
Largo de São Francisco, nº 1 - Sala 420 - Rio de Janeiro - RJ - 20051-070