Religião e colonialismo: vestígios de violência contra mulher no romance 'Hibisco roxo' de Chimamanda Ngozi Adiche

Rosiler Santos Silva

Resumo


Em Hibisco Roxo (2011), Chimamanda evidencia os resíduos do colonialismo nas vidas dos/as nigerianos/as, principalmente o cristianismo que sempre foi instrumento de dominação dos colonizadores no e pós período colonial, impondo suas crenças religiosas e inculcando normas e valores familiares. Desse modo o artigo pretende fazer uma reflexão sobre as violência que as mulheres são exposta a partir da relação colonialismo/ religião em Hibisco Roxo. A análise centra na relação abusiva de uma família, onde o patriarca é um fundamentalista religioso que foi convertido pela colonização Inglesa ao catolicismo. Ele considera essa religião de pessoas civilizadas, por isso impõem a sua crença de forma imperial. Para isso violenta física, psicológica e emocional sua filha e esposa. A narrativa mostra que a mulher foi duplamente colonizada na sociedade colonial, primeiro, pelo colonizador, condição que se estende a todos os membros da colônia; segundo, pelo patriarcado, por isso sofre até hoje consequência desse processo, principalmente nas famílias influenciadas pelo cristianismo branco. Esse texto foi subsidiados pelos estudos pós coloniais, decoloniais e teorias feministas.


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