Histórico do periódico

 

A Revista intransitiva foi idealizada em 2016 e criada em 2017, a partir dos anseios de um grupo de professores e alunos de Letras: Português-Inglês da Faculdade de Letras da UFRJ. Ambiciosa desde o início, a revista se sonhava um espaço aberto e democrático de união entre diversos cursos e centros da UFRJ, unindo as artes visuais às artes da palavra de forma igualitária. Tanto a publicação em si quanto o nome desta deviam abraçar a multiplicidade das formas de se fazer arte, visto que ela seria uma válvula de escape para as produções artísticas de alunos de diversos cursos da UFRJ. Com o tempo, o escopo da intransitiva se abriu e decidiu-se que ela seria um espaço realmente para todos, derrubando as barreiras entre a universidade e as esferas não-acadêmicas e  entre cursos. Dessa forma, a revista seria passível de contribuições de qualquer pessoa, universitários ou não; e o tema de nossa primeira edição foi decidido: liberdade. Liberdade das delimitações e rótulos, das distinções e categorizações.

Nosso nome estava a apenas um passo de distância dessas ideias: queríamos um nome que não simbolizasse área alguma, mas que ainda resgatasse o lugar de onde tinha surgido, as Letras. Depois de muitas tentativas infrutíferas, passagens por mitologias e arcaísmos, surgiu intransitiva. Uma palavra forte, feminina, que simboliza a liberdade e a independência da existência. O toque de Midas veio com a conjugação do escrito e do visual no seio da própria palavra, brincando com sua forma, ao passo que simboliza o paradoxo da liberdade existencial promovida pela intransitividade; pela não-necessidade de complementação, e a barreira criada pelo prefixo in-, que nega a transmissão promovida pela transitividade da palavra, da imagem, do símbolo; da arte.

Nosso nome abraça (e promove!) a ruptura dessa barreira engastada na própria palavra, libertando todos a transmitirem suas visões e produções artísticas.

Assim, nasceu a intransitiva.

A revista foi lançada em 2017 como uma revista online, de forma a facilitar o acesso à literatura e à arte; e se pretende semestral pelos editores - alunos e professores de diversas áreas intimamente ligadas ao artístico, incluindo as Letras e as Belas-Artes.