EMPATIA E ENSINO: REFÚGIO COMO TEMÁTICA PARA O APRENDIZADO DA LÍNGUA ÁRABE NO CONTEXTO REMOTO

Autores

  • FELIPE FRANCISCO Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • ISABELA PEREIRA Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Palavras-chave:

Refúgio, Ensino, Língua árabe, Empatia, Mídia

Resumo

O Brasil é um país de grande diversidade étnica e cultural. Dentre as várias presenças no território, destaca-se a dos refugiados. Quando são apresentados testemunhos reais do calvário enfrentado por eles, a tendência é que haja uma comoção por essas pessoas. Com os refugiados árabes, não poderia ser diferente. Assumindo a premissa de que o racional e o afetivo não estão dissociados e que, portanto, o processo de aprendizagem mobiliza o afeto tanto quanto o intelecto, emergir tal temática mostra-se profícuo para o estudo da língua árabe, uma vez que o assunto em si desperta interesse ao incitar sentimentos diversos. Nesse artigo, pois, discutiremos três aulas síncronas do Árabe Conversação II que teve o tema do refúgio como o mote gerador para aquisição de vocabulário e estruturas da língua em questão, contando inclusive com a participação de um refugiado que veio falar à turma. Veremos, especialmente, como a abordagem do assunto foi adaptada ao ensino remoto com o uso das diversas ferramentas tecnológicas, o que possibilitou que diversas histórias estivessem ao alcance dos alunos; e, para concluir, mostraremos como tal estratégia viabilizou uma relação mais íntima dos alunos com a língua árabe, uma vez que, a partir de então, eles podem usá-la para chegar a essas pessoas cujo infortúnio tanto lhes enterneceu.

Biografia do Autor

FELIPE FRANCISCO, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Prof. do Setor de Estudos Árabes do
Departamento de Letras Orientais e Eslavas

ISABELA PEREIRA, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Graduanda em Letras Português-Árabe.

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Publicado

2022-03-23

Edição

Seção

Artigos