ARTIGO  
Data de submissão: 01/06/2026 Data de aprovação: 30/07/2026Data de publicação: 04/08/2026  
CONECTANDO O RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO  
uma análise para implementação de uma transformação digital no RU/UFAL  
Hercólubus Lucas da Conceição Pinheiro1  
Universidade Federal de Alagoas  
Ana Paula da Silva Santos2  
Universidade Federal de Alagoas  
Erika Cavalcante de Almeida Buarque3  
Universidade Federal de Alagoas  
Savanna Kelly Ribeiro Matias4  
Universidade Federal de Alagoas  
Francisca Rosaline Leite Mota5  
Universidade Federal de Alagoas  
Daniel Flores6  
Universidade Federal de Alagoas  
______________________________  
Resumo  
Este artigo explora o processo de transformação digital no Restaurante Universitário da Universidade Federal de  
Alagoas . A pesquisa analisa a experiência dos usuários mediante um estudo exploratório e descritivo, delineando  
uma linha do tempo que parte de coletas documentais, avança para a coleta de dados e observação de campo  
realizadas em 2024, e culmina na análise dos comunicados oficiais sobre o lançamento do aplicativo Minha Ufal  
em 2025. O objetivo central é mapear os gargalos analógicos históricos e avaliar o potencial de resolução trazido  
pelas novas soluções tecnológicas institucionais. Os resultados demonstram que a transição de um modelo de  
atendimento físico e burocratizado para o planejamento de uma plataforma integrada, com carteira digital e  
reconhecimento automatizado de matrículas, representa um marco na modernização dos serviços acadêmicos.  
Conclui-se que a transformação digital iniciada em 2025 moderniza o acesso à informação e aos serviços do RU,  
1 Mestrando em Ciência da Informação pelo PPGCI/UFAL; Especialista em Gestão de Projetos pela FEAC/UFAL;  
Bacharel em Biblioteconomia pela UFAL.  
2
Mestranda em Ciência da Informação pelo PPGCI/UFAL; Especialista em Direito Tributário pela FGV;  
Graduada em Direito pela FACIMA.  
Mestranda em Ciência da Informação pelo PPGCI/Ufal, Especialista em Gerenciamento de Projetos pela FIJ,  
3
Graduada em Secretariado Executivo Trilíngue pela FAL.  
4 Especialista em Direito Civil Contemporâneo, Direito do Trabalho e Previdenciário e Direito Público com Ênfase  
em Magistério Superior; Graduada em Direito pela Faculdade Estácio de Alagoas.  
5
Bacharela em Biblioteconomia e Arquivologia. Doutora e Mestre em Ciência da Informação pelo  
PPGCI/UFMG.  
6
Bacharel em Arquivologia pela UFSM, Especialista em Organização de Arquivos pela USP, Mestre em  
Engenharia da Produção - Tecnologia da Informação pela UFSM, Doutor em Documentação pela  
USAL/Espanha - revalidado pela UFRJ como Doutor em Ciência da Informação no Brasil e pós-doutorado na  
USAL/Fundação Carolina em Documentos Digitais: Gestão e Preservação Digital.  
Esta obra está licenciada sob uma licença  
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alinhando a gestão às demandas contemporâneas e estabelecendo a infraestrutura necessária para a eficiência  
operacional, restando para estudos futuros a validação empírica de seus impactos práticos.  
Palavras-chave: restaurante universitário, transformação digital, Minha UFAL.  
CONNECTING THE UNIVERSITY RESTAURANT  
An analysis for implementing a digital transformation at the UFAL University Restaurant  
Abstract  
This article explores the digital transformation process at the University Restaurant of the Federal University of  
Alagoas. The research analyzes the user experience through an exploratory and descriptive study, outlining a  
timeline that begins with documentary collection, progresses to data collection and field observation carried out in  
2024, and culminates in the analysis of official announcements about the launch of the Minha Ufal application in  
2025. The central objective is to map historical analog bottlenecks and evaluate the potential for resolution brought  
by new institutional technological solutions. The results demonstrate that the transition from a physical and  
bureaucratic service model to the planning of an integrated platform, with digital ID cards and automated  
registration recognition, represents a milestone in the modernization of academic services. It is concluded that the  
digital transformation initiated in 2025 modernizes access to information and services at the University Restaurant,  
aligning management with contemporary demands and establishing the necessary infrastructure for operational  
efficiency, leaving for future studies the empirical validation of its practical impacts.  
Keywords: University Restaurant, digital transformation, My UFAL.  
2
CONECTANDO EL RESTAURANTE UNIVERSITARIO  
Análisis para la implementación de una transformación digital en el restaurante de la  
Universidad UFAL.  
Resumen  
Este artículo explora el proceso de transformación digital en el Comedor Universitario de la Universidad Federal  
de Alagoas. La investigación analiza la experiencia del usuario mediante un estudio exploratorio y descriptivo,  
trazando una cronología que comienza con la recopilación documental, continúa con la recolección de datos y la  
observación de campo realizadas en 2024, y culmina con el análisis de los anuncios oficiales sobre el lanzamiento  
de la aplicación Minha Ufal en 2025. El objetivo central es identificar los cuellos de botella analógicos históricos  
y evaluar el potencial de resolución que ofrecen las nuevas soluciones tecnológicas institucionales. Los resultados  
demuestran que la transición de un modelo de servicio físico y burocrático a la planificación de una plataforma  
integrada, con tarjetas de identificación digitales y reconocimiento de registro automatizado, representa un hito en  
la modernización de los servicios académicos. Se concluye que la transformación digital iniciada en 2025  
moderniza el acceso a la información y los servicios en el Comedor Universitario, alineando la gestión con las  
demandas contemporáneas y estableciendo la infraestructura necesaria para la eficiencia operativa, dejando para  
futuros estudios la validación empírica de sus impactos prácticos.  
Palabras clave: Restaurante universitario, transformación digital, My UFAL  
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ARTIGO  
1 INTRODUÇÃO  
A transformação digital constitui uma realidade incontornável que causa impacto em  
diferentes esferas da sociedade, incluindo as instituições de ensino superior. No contexto do  
Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), este artigo busca  
explorar o processo de evolução e modernização tecnológica, analisando a experiência do  
utilizador e a infraestrutura de atendimento operacional.  
O objetivo principal deste estudo é analisar a trajetória de transição tecnológica no  
Restaurante Universitário da UFAL, mapeando os gargalos analógicos persistentes  
identificados em campo e avaliando o potencial estrutural de modernização introduzido pelo  
lançamento do aplicativo institucional Minha UFAL. Procura-se, dessa forma, compreender o  
alinhamento entre as procuras históricas de digitalização da comunidade e as respostas  
tecnológicas efetivadas pela gestão universitária.  
3
A pesquisa é de natureza exploratória e descritiva, com uma abordagem qualitativa,  
visando compreender a experiência dos usuários e as barreiras enfrentadas na gestão de fluxos  
informacionais. Ao longo deste estudo, destacam-se as limitações operacionais verificadas no  
período de atendimento analógico, bem como a importância da cooperação tecnológica  
interinstitucional para a otimização do acesso aos dados. O artigo pretende, assim, contribuir  
para o campo de estudo da ciência da informação, evidenciando como as plataformas digitais  
móveis configuram pilares de sustentação para a eficiência e para a disponibilidade dos serviços  
prestados à comunidade acadêmica.  
2 RESTAURANTES UNIVERSITÁRIOS  
2.1 SURGIMENTO E FINALIDADE  
Segundo Proença (1996), o serviço prestado por um Restaurante Universitário teve seu  
início na década de 50, pela Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, esta mantinha  
restaurantes em algumas escolas e faculdades, prestando atendimento a funcionários e  
estudantes.  
Ainda segundo Proença (1996, p.147), ao citar a Fundação Universitária Mendes  
Pimentel (1978, p. 17- 8).  
Na década de 70, a população universitária cresce de forma acelerada e  
observa-se a construção dos campi universitários, geralmente nas periferias  
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das grandes cidades, de acordo com a política estabelecida na época. Este  
fato, a exemplo do ocorrido com relação aos estabelecimentos industriais,  
aumentou o trajeto e o tempo gasto entre casa e universidade, dificultando a  
utilização de restaurantes comerciais e a alimentação no próprio domicílio.  
Acrescenta-se, ainda, que um grande número de estudantes universitários não  
são oriundos das cidades onde se localizam as universidades, não dispondo,  
portanto, de uma estrutura domiciliar que contribua para a alimentação.  
Todos estes fatores contribuíram para o desenvolvimento dos RU nas  
universidades brasileiras.  
Os Restaurantes Universitários (RUs) desempenham um papel essencial pois, além de  
fornecer alimentação nutritiva e acessível aos estudantes, professores, funcionários e demais  
membros da comunidade acadêmica, ele serve como espaços de socialização e aprendizado  
para a comunidade acadêmica. São locais onde estudantes se reúnem, formam amizades e  
compartilham ideias, promovendo interação e colaboração dentro da universidade. Além de  
fornecerem nutrição, os RUs contribuem para o desenvolvimento de um ambiente acadêmico  
mais unido e interativo.  
4
2.2 FUNCIONAMENTO E LIMITAÇÕES  
Os Restaurantes Universitários (RUs) possuem uma regulamentação própria, com  
normas e procedimentos específicos para acesso e funcionamento.  
Em geral, os RUs funcionam nos três horários do dia, oferecendo uma diversidade de  
refeições. O almoço costuma ser a refeição principal, seguido do jantar, com um cardápio mais  
leve. Café da manhã e lanches rápidos também são opções durante o dia. Os cardápios são  
planejados por nutricionistas, garantindo refeições equilibradas e adequadas às necessidades  
nutricionais dos usuários.  
Para ter acesso aos Restaurantes Universitários, os usuários devem comprovar sua  
vinculação com a universidade, e realizar a compra das fichas, que ocorre apenas por dinheiro  
e no momento em que o usuário chega no RU/UFAL.  
Com a oferta de refeições de qualidade e preços acessíveis, os RUs contribuem para a  
permanência dos estudantes na universidade, reduzindo a evasão.  
O Restaurante Universitário convive diariamente com o desafio de manter, a um baixo  
custo, um atendimento de qualidade, além de prover uma refeição saudável,  
atendendo às necessidades nutricionais dos usuários, oferecendo um cardápio  
qualitativo e quantitativamente variado e equilibrado. Sua função é atender os  
funcionários e os alunos da universidade durante o cumprimento de suas funções na  
universidade (Peripolli, 2020 apud Veloso e Silva 2023, p.25).  
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Cabe destacar que muitas instituições de ensino superior, incluindo a UFAL, enfrentam  
problemas de acesso a restaurantes universitários (RUs) e grandes filas que se formam nesses  
locais. Essa situação causa insatisfação entre os alunos e pode prejudicar sua experiência  
acadêmica.  
2.3 OS RESTAURANTES UNIVERSITÁRIOS DA UFAL  
A UFAL tem uma rede de RUs em seus campi, servindo estudantes, professores e  
funcionários. Cada RU tem suas próprias características, mas o objetivo geral é fornecer  
alimentação saudável e acessível para a comunidade acadêmica. Na atualidade existem cinco  
Restaurantes Universitários instalados na UFAL, sendo um deles no Campus A.C. Simões  
(Maceió), um no Centro de Ciências Agrárias (CECA), um na Unidade de Ensino de Viçosa,  
um no Campus Arapiraca e um no Campus Sertão.  
5
O RU na UFAL está amparado pela Instrução Normativa (IN) nº 01/2023 - Proest, de  
06 de janeiro de 2023, que dispõe sobre o funcionamento dos Restaurantes Universitários (RUs)  
da Universidade Federal de Alagoas. Segundo a IN, o RU é um órgão de apoio acadêmico,  
vinculado à Proest, conforme Artigo 24 do Estatuto da Ufal, com objetivo de proporcionar à  
comunidade universitária espaço de convivência, integrando ações de alimentação, saúde,  
educação, lazer e formação profissional.  
3 TRANSFORMAÇÃO DIGITAL  
3.1 SURGIMENTO E DEFINIÇÃO  
O termo Transformação Digital (TD) começou a ganhar mais força no início da década  
de 2010, emergindo não de um único evento, mas como resultado de uma série de inovações  
tecnológicas e mudanças na forma como as organizações e a sociedade interagem com a  
tecnologia. De acordo com o estudo seminal desenvolvido pelo MIT Center for Digital Business  
em parceria com a Capgemini Consulting (Westerman et al., 2011), a convergência de novas  
tecnologias digitais, englobando mídias sociais, dispositivos móveis, análises de dados e  
dispositivos embarcados, passou a oferecer uma oportunidade de transformação radical nas  
operações e nos modelos de negócios.  
Essa transformação foi impulsionada por fatores centrais como o aumento do poder  
computacional, a popularização da internet e a evolução constante das tecnologias de  
informação e comunicação. À medida que essas ferramentas se tornaram acessíveis e essenciais,  
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a Transformação Digital consolidou-se como a principal via para inovar e responder  
rapidamente às mudanças nas demandas dos usuários. Ela abrange não apenas a implementação  
de novos sistemas, mas exige uma mudança cultural profunda dentro das organizações, onde a  
agilidade, a inovação e a adaptação tornam-se imperativas.  
Na literatura acadêmica contemporânea, a Transformação Digital assume definições  
multifacetadas e de alta complexidade. Para Vial (2019), trata-se de um processo no qual as  
tecnologias digitais criam rupturas que desencadeiam respostas estratégicas das organizações,  
buscando alterar substancialmente seus caminhos de criação de valor. Sob a mesma ótica,  
Albertin e Albertin (2021) observam que a TD tem sido uma expressão constante nas agendas  
organizacionais, frequentemente associada à aplicação de inovações digitais para criar algo  
novo e melhor que agregue valor tanto para a sociedade quanto para a própria instituição.  
Já Ferreira (2022, p.5) menciona que Gong e Ribiere (2021) analisaram vários artigos  
da literatura procurando identificar uma definição unificada. Ferreira (2022, p.5) destaca que  
Gong e Ribiere (2021, p.12) propõem a transformação digital como sendo:  
6
Um processo de mudança fundamental, possibilitado pelo uso  
inovador de tecnologias digitais acompanhadas da alavancagem  
estratégica de recursos e capacidades essenciais, com o objetivo de  
melhorar radicalmente uma entidade [organização, rede de negócios,  
indústria ou sociedade] e redefinir sua proposta de valor para seus  
parceiros internos e externos.  
Dessa forma, é fundamental ressaltar que a transformação digital é um processo  
complexo que influencia profundamente as estruturas contemporâneas, exigindo a  
compreensão rigorosa de seus princípios para garantir uma adaptação eficaz.  
3.2 IMPORTÂNCIA E APLICAÇÃO NO ÂMBITO DO SETOR PÚBLICO  
A Transformação Digital ultrapassa o ambiente corporativo e consolida-se como uma  
necessidade estratégica vital para as relações sociais e governamentais. Reis et al. (2018)  
destacam que as instituições, públicas ou privadas, enfrentam o desafio premente de integrar  
tecnologias disruptivas de forma contínua para manter a relevância de seus serviços em um  
ambiente de demandas dinâmicas. No contexto público, isso significa preparar instituições  
tradicionalmente burocratizadas para adotar novas soluções e superar as adversidades de um  
mundo volátil.  
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De acordo com Mergel, Edelmann e Haug (2019), as abordagens de transformação  
digital, amplamente adotadas e validadas fora do setor público, elevaram substancialmente as  
expectativas dos cidadãos em relação à capacidade dos governos de oferecer serviços digitais  
de alta qualidade em tempo real. Para atender a essas expectativas, os governos estão ajustando  
suas operações para melhorar a prestação de serviços públicos, com objetivos focados em maior  
transparência, interoperabilidade e satisfação do cidadão.  
Um exemplo claro desse movimento é a iniciativa do Governo Federal, liderada pela  
implantação de ferramentas de governo eletrônico em todos os serviços prestados pelos órgãos  
da administração pública federal, autárquica e fundacional. Essa transformação é orientada  
juridicamente por dispositivos como os Decretos nº 10.332/2020, nº 9.319/2018 e nº  
8.936/2016. Esse amparo legal permite que os usuários realizem suas demandas por canais  
digitais de forma simplificada e acessível.  
7
Na esfera das universidades federais, a TD atua como um pilar para modernizar e  
aprimorar a educação superior, melhorando a eficiência administrativa. Para que essa  
reestruturação na gestão pública universitária seja bem-sucedida, é indispensável adotar uma  
metodologia sustentada. Conforme os pressupostos consolidados da gestão de processos de  
negócio apontados por Von Brocke e Rosemann (2015), a verdadeira eficiência organizacional  
só é alcançada pelo alinhamento integrado entre pessoas, processos e tecnologia. Pessoas devem  
ser capacitadas e alinhadas aos objetivos públicos; processos precisam ser mapeados e  
otimizados para eliminar burocracias; e a tecnologia deve ser implementada como o meio  
facilitador que garante a segurança sistêmica.  
4 PROCESSOS METODOLÓGICOS  
A presente pesquisa adotou a metodologia exploratória e descritiva com abordagem  
qualitativa, fundamentada epistemologicamente na Ciência da Informação. Foi realizado um  
estudo de caso descritivo sobre o percurso de acesso ao RU da UFAL, buscando identificar os  
gargalos nos fluxos informacionais e avaliar as soluções digitais propostas para a mediação da  
informação.  
Também foi realizada a análise de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) já  
defendido no contexto do RU/UFAL, bem como um breve comparativo do grau de maturidade  
digital entre o RU da UFAL e os restaurantes de universidades das regiões vizinhas. Segundo  
Gil (2002, p.41), "a pesquisa exploratória envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com  
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pessoas experientes no problema pesquisado e pode assumir a forma de pesquisa bibliográfica  
e estudo de caso". Ainda segundo Gil (2002, p. 42), "as pesquisas descritivas têm como objetivo  
primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno".  
A análise de dados adota uma abordagem qualitativa, visando compreender o  
comportamento informacional dos utilizadores e as barreiras de acesso aos dados institucionais.  
A pesquisa qualitativa é um meio para explorar e entender o significado que os indivíduos  
atribuem a um problema no seu ambiente, permitindo uma construção indutiva a partir da  
interpretação dos dados coletados (Creswell, 2010).  
A pesquisa qualitativa é um meio para explorar e para entender o significado  
que os indivíduos ou os grupos atribuem a um problema social ou humano.  
O processo de pesquisa envolve as questões e os procedimentos que  
emergem, os dados tipicamente coletados no ambiente do participante, a  
análise dos dados indutivamente construída a partir das particularidades para  
os temas gerais e as interpretações feitas pelo pesquisador acerca do  
significado dos dados. (Creswell, 2010, p. 26).  
8
Em conformidade com princípios éticos, essa abordagem investiga as complexidades  
subjacentes à transição de suportes analógicos para plataformas digitais, proporcionando uma  
contribuição significativa para o progresso da gestão da informação universitária.  
4.1 UNIVERSO DE PESQUISA  
O universo da pesquisa é a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), instituição de  
ensino superior pública caracterizada por um ecossistema complexo de trocas de informações  
diárias entre um grande número de estudantes e servidores que utilizam o Restaurante  
Universitário. A escolha da UFAL justifica-se pela sua representatividade e pelo desafio de  
gerir grandes volumes de dados de utilizadores no contexto da assistência estudantil alagoana.  
4.2 AMOSTRA  
A amostra do estudo foi o Restaurante Universitário da UFAL, localizado no campus  
A.C. Simões. A escolha desse ambiente justifica-se por ser um polo central de consumo não  
apenas de refeições, mas de interações sociais e transações de dados (como validação de  
matrículas e identidades). A análise do comportamento informacional neste local permitiu uma  
compreensão dos impactos causados pela ausência e, posteriormente, pela implementação de  
tecnologias de transformação digital.  
4.3 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS  
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Para a coleta de dados, utilizaram-se duas estratégias principais: a pesquisa de campo e  
a pesquisa documental. A pesquisa de campo foi realizada mediante a observação direta  
participante no percurso que os utilizadores percorrem para acessar os benefícios alimentares.  
Essa etapa permitiu coletar dados in loco, nos horários de maior movimento, focando na  
observação imersiva de como a informação era mediada e acessada fisicamente, como a  
verificação manual de documentos e a leitura de cardápios impressos, uma vez que o próprio  
pesquisador integrava o grupo de discentes utilizadores do serviço.  
A pesquisa de campo é o tipo de pesquisa que pretende buscar a informação  
diretamente com a população pesquisada. Ela exige do pesquisador um  
encontro mais direto. Nesse caso, o pesquisador precisa ir ao espaço onde o  
fenômeno ocorre, ou ocorreu e reunir um conjunto de informações a serem  
documentadas [...] (Gonsalves 2001, p.67).  
De forma complementar, a pesquisa documental focou na análise de artefatos  
informacionais, fundamentando-se no levantamento de normativas públicas, dados  
institucionais disponibilizados nos portais das universidades e na revisão do estudo preliminar  
desenvolvido por Veloso e Silva (2023). A associação destes instrumentos serviu para ampliar  
a validade e a credibilidade da pesquisa, demonstrando consistência no mapeamento da  
transição do fluxo informacional analógico para o digital.  
9
5 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS  
Para realizar a análise comparativa entre o estudo de campo, conduzido mediante  
observação participante nos dias 31 de julho e 08 de agosto de 2024, e o referencial teórico  
proposto por Veloso e Silva (2023), identificou-se a persistência de gargalos críticos no fluxo  
de informações do Restaurante Universitário.  
Utilizaram-se também as normativas legais para o levantamento de procedimentos  
digitais adotados no RU polo da Universidade Federal de Alagoas em comparação com as  
instituições de ensino circunvizinhas, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a  
Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS).  
5.1 PROBLEMAS PERSISTENTES  
Tanto a observação de campo quanto o estudo de Veloso e Silva (2023) ressaltam que  
as longas filas continuam a ser um problema estrutural severo. A análise documental demonstra  
que a espera média pode chegar a duas horas em horários de pico.  
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Portanto, levando em conta o tempo gasto entre o deslocamento até o  
restaurante, a espera na fila e, finalmente, comendo, pôde-se concluir que a  
maioria dos alunos leva cerca de 2 horas para realizar suas refeições, tanto  
no período do almoço quanto da janta, tempo esse muito longo,  
especialmente no almoço, quando os estudantes precisam voltar para as aulas  
ou se deslocar para seus estágios ou trabalhos. (Veloso e Silva, 2023, p. 66)  
Sob a ótica da Ciência da Informação, esse problema não é apenas logístico, mas um  
sintoma direto de fricção informacional. O estudo de campo confirmou que o tempo de espera  
não diminuiu (Quadro 01), indicando a persistência de um sistema falho na mediação de dados.  
Quadro 01 Espera na fila e quantidade de pessoas  
Pesquisa de Campo realizada pelo pesquisador no dia 08/08/2024 a caminho do  
Restaurante Universitário da Universidade Federal de Alagoas  
Hora  
Comentário  
Cheguei pontualmente e já tinha 174 pessoas  
na fila  
12:15  
10  
contei 97 pessoas que chegaram depois de  
mim  
12:20  
12:25  
E já chegaram mais umas 60 pessoas.  
Ou seja, 20 min. depois tinham 331 pessoas na  
fila. Fora as 274 que contei já sentadas  
comendo. Tendo em vista que se demora 1h  
para comer.  
12:35  
12:40  
12:45  
12:46  
Em mais dez min. chegaram mais 171 pessoas  
chegaram mais 121 pessoas  
Em 5 min. chegaram 57 pessoas  
Nos próximos 5 min. chegaram mais 47  
pessoas  
12:46  
12:47  
Na minha frente tem 16 pessoas para pegar e  
se servir  
12:55  
Passei um total de 45 min. Para me servir  
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024.  
Constatou-se que a lentidão decorre primariamente do processo de credenciamento  
(Quadro 02), no qual os utilizadores ainda precisam apresentar múltiplos documentos físicos  
para validação visual. Essa checagem manual de dados corrobora a ausência de  
interoperabilidade sistêmica na base de dados da universidade durante o ano de 2024.  
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Quadro 02 Credenciamento  
Pesquisa de Campo realizada pelo pesquisador no dia 31/07/2024 a caminho do Restaurante  
Universitário da Universidade Federal de Alagoas  
Hora  
17:59  
17:59  
Comentário  
Cheguei a 5 min no R.U e vim pra fila.  
Na minha frente contei 257 pessoas.  
Passaram-se 10 min, e ainda estou na primeira fila do pequeno caracol organizador de  
filas.  
17:59  
18:00  
18:00  
18:01  
18:01  
18:01  
18:02  
E já chegaram mais de 50 pessoas.  
O horário da noite é o mais volumoso!  
Tenho lembrança de chegar muitas vezes às 19h e não ter mais comida.  
O funcionamento do R.U é até às 20h.  
Todos, com o celular na mão.  
Ou uma impressão física da matrícula com o RG na mão.  
O aviso do que será servido ainda é de forma manual e por via de folhetim colocado  
no quadro de avisos.  
18:03  
11  
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024.  
5.2 SOLUÇÕES NÃO IMPLANTADAS  
O trabalho de Veloso e Silva (2023) já propunha a criação de um artefato digital para  
integrar a verificação de identidade e o pagamento. No entanto, a pesquisa de campo evidenciou  
que, até meados de 2024, tal solução permanecia ausente e o sistema continuava analógico. A  
defasagem tecnológica da UFAL torna-se ainda mais evidente na análise comparativa (Quadro  
03). Observa-se que instituições vizinhas já possuíam maior maturidade digital na gestão da  
informação: a UFPE adota a biometria como forma exclusiva de acesso, enquanto a UFS utiliza  
uma carteirinha digital vinculada ao seu sistema acadêmico, mitigando as barreiras físicas de  
identificação.  
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Quadro 03 Funcionamentos dos RUs  
FUNCIONAMENTO  
IES  
SERVIÇO  
HORÁRIO  
ENTRADA/ACESSO  
COMO TER ACESSO  
Almoço - Segunda a  
sexta - feira, das  
11h30 às 14h e  
Sábado, das 11h30 às  
13h30 Jantar -  
Segunda a sexta -  
feira, das 17h30 às  
19h30. Obs: Para os  
Residentes  
Será necessário apresentar  
documento com foto e  
comprovante de matrícula  
(discentes) ou de vínculo  
com a universidade  
Estudante - Apresentar  
Comprovante de  
Matrícula  
atualizado/DRCA +  
Documento de  
(servidoras/es).  
Parágrafo único. Os  
visitantes realizarão a  
identificação apresentando  
documento oficial com foto,  
para conferência de nome  
enviado no ofício de  
solicitação  
universitários/as - Seg identificação com foto.  
a Dom, exceto dia  
25/12 e 01/01 - das  
6:30 às 9:00(café da  
manhã), almoço,  
jantar e ceia.  
Servidores - Carteira  
funcional ou cópia do  
contracheque +  
Documento de  
identificação com foto.  
Café da  
manhã,  
Almoço e  
UFAL Jantar  
12  
De segunda a sexta-  
feira Desjejum:  
07:00h às 08:00h  
Almoço: 10:30h às  
14:30h  
Levar documento oficial  
com foto e CPF, de segunda  
à sexta-feira, das 08h às  
19h, para realizar o  
Desjejum,  
Almoço e  
UFPE Jantar  
Jantar: 17:00h às  
19:00h  
Biometria  
cadastro/biometria.  
Estudante - Apresentar  
Comprovante de  
Matrícula  
Almoço - Segunda a  
sexta - feira, das  
Estudante - Apresentar  
Comprovante de Matrícula  
atualizado/SIAC +  
Documento de identificação  
com foto.  
11h00 às 14h Jantar - atualizado/SIAC +  
Segunda a sexta -  
feira, das 17h00 às  
20h00  
Documento de  
identificação com foto.  
Servidores -  
Almoço e  
UFBA Jantar  
Servidores -  
Almoço: 11h às  
13:45h  
Jantar: 17h às 19h  
Almoço e  
Jantar  
UFS  
Carteirinha Digital  
Via acesso SIGAA  
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024.  
Apesar de a modernização estar em pauta na UFAL desde o início de 2023, conforme  
sinalizado em respostas institucionais nas redes sociais oficiais da universidade (Figura 01), a  
efetivação de um novo sistema de controle de dados encontrava-se estagnada.  
P2P & INOVAÇÃO, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 1-18, e-74874, jul./dez. 2026.  
ARTIGO  
Figura 01 - Comentário da UFAL sobre novo sistema de pagamentos  
Fonte: Instagram de @ufaloficial (2023)  
Além do controle de acesso, a forma de disseminação de informações básicas  
representava outro grave gargalo. Até o ano de 2024, a comunicação dos horários de  
funcionamento e do cardápio diário era um retrato claro do atraso digital. A Figura 02 ilustra  
a utilização de métodos analógicos para a identificação das refeições, onde fotografias  
impressas eram fixadas diretamente sobre as gôndolas térmicas. Esta prática impunha uma  
limitação severa de acesso à informação, pois o discente apenas descobria as opções do cardápio  
no exato momento em que já estava dentro do refeitório, impossibilitando um planejamento  
alimentar prévio.  
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Figura 02 - Cardápio do dia  
Fonte: Acervo pessoal dos autores (2024).  
De maneira semelhante, as informações essenciais de funcionamento sofriam do mesmo  
engessamento. A Figura 03 demonstra que os horários de atendimento eram comunicados  
exclusivamente por meio de uma folha de papel impressa e colada na parede.  
P2P & INOVAÇÃO, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 1-18, e-74874, jul./dez. 2026.  
ARTIGO  
Figura 03 - Informações de funcionamento  
Fonte: Acervo pessoal dos autores (2024).  
Esse modelo analógico exigia que a comunidade acadêmica realizasse um deslocamento  
físico até o local primariamente para obter informações básicas, gerando frustrações, viagens  
perdidas fora do horário de funcionamento e reforçando a necessidade urgente de uma interface  
digital que centralizasse a comunicação institucional de forma remota e acessível.  
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5.3 AVANÇOS RECENTES  
Em contrapartida à ineficiência informacional diagnosticada, o cenário da  
transformação digital na UFAL apresentou uma resposta estrutural expressiva no ano seguinte.  
Em outubro de 2025, a universidade lançou oficialmente o aplicativo Minha Ufal, uma  
plataforma concebida pelo Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) para centralizar serviços  
acadêmicos e administrativos (Universidade Federal de Alagoas, 2025). Esse projeto atende  
diretamente às demandas históricas de otimização de dados mapeadas nesta pesquisa.  
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ARTIGO  
Figura 04 - Tela de funcionalidades do refeitório no aplicativo Minha Ufal.  
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Fonte: Acervo dos autores, 2026.  
Conforme divulgado pelos canais oficiais de comunicação da universidade (Lima,  
2025), o aplicativo passou a integrar uma carteira digital vinculada ao PagTesouro. O objetivo  
dessa funcionalidade é mitigar o fluxo físico de compra de fichas mediante o pagamento virtual.  
Do ponto de vista da arquitetura da informação, o sistema foi programado para identificar a  
matrícula do utilizador de forma automatizada. Essa inovação tecnológica tem o potencial de  
eliminar a verificação humana de documentos de identidade na entrada do refeitório, sanando  
a principal fonte de fricção geradora das filas.  
Outro avanço crucial propiciado pelo aplicativo é a democratização do acesso aos dados.  
A disponibilização do cardápio e do extrato do utilizador na plataforma móvel resolve  
definitivamente o problema de comunicação analógica restrita aos murais físicos do RU. A  
introdução desta ferramenta, viabilizada a partir de cooperação tecnológica com a Universidade  
Federal do Delta do Parnaíba, estabelece a infraestrutura necessária para a superação das  
barreiras documentadas em 2023 e 2024. A iniciativa consolida, portanto, o início oficial da  
transformação digital no Restaurante Universitário, substituindo o trâmite de papéis por fluxos  
de informação dinâmicos e centralizados.  
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS  
Este estudo evidenciou que a transformação digital no Restaurante Universitário da  
Universidade Federal de Alagoas deixou de ser uma demanda teórica para se consolidar como  
P2P & INOVAÇÃO, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 1-18, e-74874, jul./dez. 2026.  
ARTIGO  
uma política de modernização institucional. A trajetória de análise, iniciada com as proposições  
de Veloso e Silva em 2023 e aprofundada pelas observações de campo em 2024, diagnosticou  
um cenário de esgotamento do modelo analógico. Esse modelo era caracterizado por processos  
manuais de checagem de documentos, comunicação ineficiente baseada em informativos  
impressos e severos gargalos que comprometiam o tempo útil dos estudantes.  
A superação dessas limitações ganhou uma resposta estrutural em 2025 com o  
lançamento oficial do aplicativo "Minha Ufal". A integração de serviços em dispositivos  
móveis, contemplando carteira digital, verificação automatizada de vínculo institucional e a  
descentralização da comunicação de cardápios e horários, representa um avanço expressivo  
frente ao cenário burocratizado dos anos anteriores. Conclui-se que a UFAL, mediante  
cooperação tecnológica interinstitucional, atingiu um marco vital em sua infraestrutura digital,  
fornecendo as ferramentas tecnológicas adequadas para promover conveniência, transparência  
e agilidade no acesso à alimentação acadêmica.  
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No entanto, é imperativo ressaltar que a disponibilização da tecnologia não garante, por  
si só, a imediata resolução de gargalos físicos. Embora a nova plataforma ofereça os  
mecanismos necessários para mitigar os atritos identificados (como a lentidão no pagamento e  
a apresentação de papéis), a efetiva diminuição das filas e do tempo de espera carece de  
validação prática. Sendo assim, como recomendações para estudos futuros, sugere-se a  
realização de novas pesquisas de campo para mensurar empiricamente o impacto quantitativo  
do aplicativo "Minha Ufal" na fluidez das filas. Adicionalmente, recomenda-se investigar a taxa  
de adesão da comunidade acadêmica ao aplicativo, a usabilidade da plataforma e a percepção  
dos usuários sobre a efetividade desta transformação digital em seu cotidiano universitário.  
P2P & INOVAÇÃO, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 1-18, e-74874, jul./dez. 2026.  
ARTIGO  
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Alegre: Artmed, 2010.  
FERREIRA, A. V. L. Contribuições para a transformação digital no ensino superior em  
Angola. Revista angolana de ciências.Vol. 4, Nº 1. e040101. JaneiroJunho, 2022.  
em 27 ago. 2024.  
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.  
GONSALVES, E.P. Iniciação à pesquisa científica. Campinas, SP: Alínea, 2001.  
LIMA, A. App Minha Ufal centraliza serviços e facilita dia a dia da comunidade acadêmica.  
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MERGEL, I; EDELMANN, N; HAUG, N. Defining digital transformation: Results from  
expert interviews. Government Information Quarterly.Vol. 36, Issue 4, October 2019..  
Acesso em 27 ago 2024.  
PROENÇA, R. P. C. Aspectos Organizacionais e Inovação Tecnológica em Processos de  
Transferência de Tecnologia: Uma Abordagem Antropotecnológica no Setor de  
Alimentação Coletiva.Tese pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção,  
da Universidade Federal de Santa Catarina.Disponível em  
REIS, J.; AMORIM, M.; MELÃO, N.; MATOS, P. Digital transformation: a literature review  
and guidelines for future research. In: ROCHA, Á.; ADELI, H.; REIS, L. P.; COSTANZO, S.  
(org.). Trends and Advances in Information Systems and Technologies. Cham: Springer,  
com.ez9.periodicos.capes.gov.br/series/11156. Acesso em: 01 de maio. 2026.  
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS. Núcleo de Tecnologia da Informação.  
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na Google Play Store. Acesso em: 01 de maio. 2026.  
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS (Alagoas). Restaurante Universitário realiza  
pesquisa de satisfação com usuários. 09 mar. 2023. Instagram: ufaloficial. Disponível em:  
VELOSO, L.; SILVA, R. Proposta de artefato digital para o Restaurante Universitário  
do Campus A.C. Simões da UFAL. Maceió, v. 1, 2023. 171 p Trabalho de Conclusão de  
Curso (Bacharelado em Design ) - Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2023.  
P2P & INOVAÇÃO, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 1-18, e-74874, jul./dez. 2026.  
ARTIGO  
VIAL, G. Understanding digital transformation: A review and a research agenda. The  
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VON BROCKE, J.; ROSEMANN, M. (org.). Handbook on Business Process Management  
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Transformation: A roadmap for digital organizations. MIT Center for Digital Business and  
Capgemini Consulting, v. 1, p. 1-68, 2011. Disponível em:  
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P2P & INOVAÇÃO, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 1-18, e-74874, jul./dez. 2026.