PROPOSAL FOR IMPROVEMENTS TO THE SELF-ARCHIVING PROCESS OF COURSE COMPLETION PAPERS IN THE INSTITUTIONAL REPOSITORY OF THE FEDERAL UNIVERSITY OF RIO GRANDE DO NORTE
PROPOSTA DE MELHORIAS DO PROCESSO DE AUTOARQUIVAMENTO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO NO REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Romerito Morais da Nóbrega
ORCID: https://orcid.org/0009-0007-6542-0830
Mestre em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Brasil.
E-mail: romerito.nobrega@ufrn.br
Gabrielle Francinne de S. C. Tanus
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2463-7914
Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Brasil. Professora adjunta do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Brasil.
E-mail: gabrielle.tanus@ufrn.br
Fernando Luiz Vechiato
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4157-740X
Doutor em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP - Campus de Marília), Brasil. Docente do Departamento de Ciência da Informação (DECIN) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Brasil.
E-mail: fernando.vechiato@ufrn.br
RESUMO: Em 2010, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), implementou seu Repositório Institucional (RI) com o objetivo de disponibilizar sua produção científica para toda a sociedade, em atendimento aos pressupostos do Movimento de Acesso Aberto e Ciência Aberta. O povoamento desse repositório, no que diz respeito aos Trabalhos de Conclusão dos Cursos (TCCs) de graduação, é atualmente realizado por meio do autoarquivamento pelo estudante. Nesse sentido, as experiências demonstraram que, na etapa de validação da biblioteca, foi possível perceber um alto número de trabalhos rejeitados, tornando o processo pouco eficiente e atrasando a disponibilização desses trabalhos. Com isso, surgiu a necessidade de desenvolver esta pesquisa, com o objetivo geral de investigar como ocorre a mediação da informação e os fluxos informacionais no processo de depósito de TCC de graduação no Repositório Institucional da UFRN (RI-UFRN). Trata-se, portanto, de uma pesquisa descritiva realizada a partir de um estudo de caso, cuja coleta de dados envolveu questionário aplicado aos concluintes de 2024.1 e entrevista com a gestora do Repositório Institucional da UFRN. A análise dos resultados utilizou a análise descritiva para as perguntas fechadas do questionário e Análise Categorial de Bardin para as questões abertas do questionário e da entrevista. São propostas algumas melhorias para que o processo se torne mais eficiente, o que envolve a colaboração entre os setores e maior proximidade da biblioteca com os cursos.
PALAVRAS-CHAVE:: repositórios institucionais; mediação da informação; acesso aberto; autoarquivamento.
ABSTRACT: In 2010, the Federal University of Rio Grande do Norte (UFRN) implemented its Institutional Repository (IR) with the aim of making its scientific production available to the entire society, in compliance with the assumptions of the Open Access and Open Science Movement. The population of this repository, with regard to undergraduate Course Completion Papers (TCC), is currently carried out through self-archiving by the student. In this sense, experiences have shown that, in the library validation stage, it was possible to notice a high number of rejected papers, making the process inefficient and delaying the availability of these papers. Thus, the need arose to develop this research, with the general objective of investigating how information mediation and information flows occur in the process of depositing undergraduate TCCs in the UFRN Institutional Repository (IR-UFRN). This is, therefore, research carried out based on a case study, whose data collection involved a questionnaire applied to 2024.1 graduates and an interview with the manager of the UFRN Institutional Repository. The analysis of the results used descriptive analysis for the closed questions of the questionnaire and Bardin’s Categorical Analysis for the open questions of the questionnaire and the interview. Some improvements are proposed to make the process more efficient, which involves collaboration between the sectors and greater proximity of the library with the courses.
Keywords: institutional repositories; information mediation; open access; self-archiving.
1 INTRODUÇÃO
A construção de uma sociedade deve ser pautada no acesso a tudo aquilo que lhe é direito e, portanto, a popularização do acesso à informação é imprescindível na formação democrática do cidadão. Para que essa democratização seja possível, é preciso a garantia de uma estrutura que consiga mediar e gerir a quantidade e a disponibilidade das informações, alcançando um maior número de pessoas, e buscando uma efetividade do conceito de acesso global. O compartilhamento e uso do conhecimento científico, bem como a produção e uso da informação científica, em especial, são fatores determinantes no desenvolvimento de uma nação, como reforçam Leite e Costa (2017).
As constantes mudanças no sistema de comunicação científica, principalmente em relação aos processos e meios de promoção dos fluxos de informação científica, são positivamente impactadas pelo movimento de acesso aberto, cujas diretrizes buscavam uma mudança na forma de guarda, disponibilização e acesso ao conhecimento científico. Isso ocorre devido a fatores sociais, econômicos, legais e tecnológicos (Leite; Costa, 2017). Como parte desse contexto estão as tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC), que facilitam a democratização da informação, por um lado, como também, por outro lado, agudizam as assimetrias de produção e acesso às informações por meio das desigualdades geradas nesse contexto marcado pelas informações (nova matéria-prima) e pelas tecnologias, às quais nem todos têm acesso.
Com o movimento de acesso aberto, a produção científica que, na maioria das vezes é financiada com recursos públicos, passou por mudanças na forma de divulgação e acessibilidade a esse conhecimento, com vistas a alcançar políticas e tecnologias de amplo acesso e, principalmente, de forma gratuita. Além disso, aumentar a disponibilização e o acesso desses materiais potencializou a troca dos resultados científicos entre os pares, fortalecendo a construção do saber e, consequentemente, o desenvolvimento de novos conceitos e tecnologias de modo mais rápido e compartilhado entre a comunidade científica.
Partindo desse contexto, as universidades e instituições de ensino públicas, em observância aos requisitos de atendimento ao Movimento de Acesso Aberto, precisaram desenvolver um plano de preservação digital de suas produções científicas, e, sobretudo, garantir o acesso livre e aberto a todos, garantindo ainda estabilidade, longevidade, utilidade e confiabilidade.
Conforme Santos e Rosa (2020), novos aparatos tecnológicos foram necessários para dinamizar as relações de comunicação entre os pares de uma comunidade científica, de forma a ter resultados científicos mais eficazes e democráticos. É nesse panorama que surgem os repositórios institucionais, uma tecnologia desenvolvida com o intuito de “reunir, organizar, disseminar e preservar a produção científica dessas instituições” (Nascimento; Queiroz; Araújo, 2019).
Os repositórios são dotados de fluxos de informações que, de acordo com Ribeiro e Pinho Neto (2014), diz respeito a quantidade de informação percorrida durante a execução de um dado processo organizacional, bem como qual o trânsito e a direção das informações que são produzidas, distribuídas e utilizadas. Além dos fluxos informacionais, os repositórios são caracterizados por tarefas a serem desenvolvidas pelos seus gestores e usuários, que utilizam a ferramenta seja como um suporte de pesquisa na busca por referências, seja como colaborador quando nos momentos de depósito e compartilhamento de trabalhos.
Assim, por ser um processo informacional, de acordo com Almeida Júnior, Valentim e Garcia (2011), a mediação da informação estará presente, pois é uma ação que permeia todo fluxo informacional. Ainda segundo os autores, a mediação “sofre interferência por parte de seus autores, profissionais e usuários, que participam, ou deveriam participar, de maneira ativa desse processo” (Almeida Júnior; Valentim; Garcia, 2011).
No caso do processo de autoarquivamento em repositórios institucionais, a mediação da informação se torna essencial para que as necessidades informacionais dos sujeitos sejam contempladas, de forma que a ação de interferência seja intencional, com vistas a recuperação, à encontrabilidade e à assimilação daquela informação pesquisada.
Nesse contexto, o Repositório Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (RI-UFRN) adota como processo de depósito o autoarquivamento, caracterizado por permitir que o usuário devidamente alocado em uma coleção vinculada ao seu curso e com acesso permitido solicite o depósito de seu trabalho, preenchendo todos os metadados solicitados (Café; Lage, 2002).
Dentre os documentos disponibilizados no RI-UFRN estão os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) da graduação, caracterizados por possuir três etapas bem definidas: solicitação de depósito pelo aluno, validação pelo orientador e validação final pelas bibliotecas. Com o objetivo de regulamentar esse fluxo e tornar obrigatório o depósito dos TCCs de Graduação, foi publicada uma Instrução Normativa (IN) da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) da UFRN no final de 2022 (IN nº 7/2022), reformulada pela IN nº 8/2023 - PROGRAD.
Essa obrigatoriedade do depósito, vista a partir de uma análise dos relatórios estatísticos gerados pela biblioteca, constatou um número elevado de trabalhos rejeitados, que retornaram aos alunos por apresentarem problemas como ausência da ficha catalográfica, da folha de aprovação, além de arquivos em formato incorreto. Pelos dados do relatório estatístico da Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Saúde (BSCCS), por exemplo, de janeiro a agosto de 2024, foram 180 solicitações de depósitos para serem validadas, das quais 55 foram rejeitadas com incompatibilidades de caráter obrigatório. Isso, por sua vez, representa 31% de depósitos rejeitados e, portanto, retornados aos alunos e orientadores, para enfim terem nova análise e validação pela biblioteca.
Essas devoluções, por sua vez, sobrecarregam os serviços da biblioteca nos finais de semestre, período em que as demandas aumentam significativamente e, muitas vezes, os trabalhos precisam ser aprovados da forma como estão, devido à necessidade de colação de grau por parte dos alunos. Nesse sentido, a pesquisa, cujos resultados serão discutidos no decorrer desse artigo, surgiu da necessidade de se estudar as problemáticas que envolvem o processo de autoarquivamento dos TCCs de graduação da UFRN, bem como propor melhorias que possam mitigar ou solucionar esses problemas. Assim, o objetivo geral é discutir a importância do acesso aberto à luz da prática do autoarquivamento no Repositório Institucional da UFRN, visando identificar problemas enfrentados no processo para a proposição de melhorias.
Para identificar as dificuldades e as lacunas dos discentes no processo de autoarquivamento foi aplicado um questionário com os concluintes dos cursos de graduação. Com objetivo de compreender melhor as problemáticas que envolvem esse processo, a bibliotecária gestora do RI-UFRN foi convidada para uma entrevista. Ao final são apresentadas algumas proposições de melhorias no processo de depósito de TCC de Graduação no RI-UFRN.
2 MOVIMENTO DE ACESSO ABERTO, REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS E MEDIAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Por muito tempo as editoras comerciais detiveram o controle do que era publicado, quando o acesso ao conhecimento produzido se dava através de assinaturas pagas, de tal forma que apenas aqueles com recursos financeiros conseguiam alcançar esse tipo de conteúdo. Essa problemática é discutida nos estudos sobre comunicação científica, cujos percursos teóricos perpassam as ações do Movimento de Acesso Aberto, onde estão inseridos os repositórios institucionais.
Com a compreensão de que a ciência representava uma vantagem competitiva, os investimentos foram se institucionalizando por meio de interesses governamentais, sociais e empresariais (Silva; Silveira, 2019). Porém, o fortalecimento da ciência e do progresso técnico-científico e social da humanidade, através da divulgação e colaboração dos resultados científicos, não estavam acontecendo na prática, o que culminou na crise do sistema tradicional de comunicação científica. Assim, como marca desse período, destacam-se os altos preços das revistas científicas e a diminuição das verbas destinadas às bibliotecas e instituições para aquisição das assinaturas (Sanchez-Tarragó, 2007).
Uma vez compreendida a importância da comunicação científica para a geração, validação e publicação de novos conhecimentos, tornou-se urgente analisar de forma crítica as políticas, decisões e práticas que inibiam o conhecimento aberto em todos os níveis e dimensões sociais (Silva; Silveira, 2019, p. 2). É nesse cenário, com objetivos de dar mais acesso, transparência, celeridade e otimizar a comunicação científica que surge o Movimento de Acesso Aberto (MAA) (Campos; Boas, 2023, p. 2).
A reunião convocada pelo Open Society Foundations (OSF) em Budapeste, trouxe inicialmente o conceito MAA na declaração da Budapest Open Access Initiative (BOAI), cujos objetivos estavam voltados para a remoção das barreiras de acesso à literatura científica, com vistas a uma aceleração das pesquisas científicas e enriquecimento da educação, através de um conhecimento acessível de forma gratuita (BOAI, 2002). Stevan Harnard, no ano de 1994, trouxe a discussão sobre a forma de comunicar a ciência, com uma proposta voltada para o autoarquivamento, onde cada autor era responsável pelo depósito de seus trabalhos em um arquivo de acesso aberto (Sanchez-Tarragó, 2007). No que diz respeito ao conceito do MAA, Borges (2019) define que:
[...] queremos dizer a sua disponibilidade livre na Internet, permitindo a qualquer utilizador ler, fazer download, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral desses artigos, recolhê-los para indexação, introduzi-los como dados em software, ou usá-los para outro qualquer fim legal, sem barreiras financeiras, legais ou técnicas que não sejam inseparáveis do próprio acesso à Internet. As únicas restrições de reprodução ou distribuição, e o único papel para o copyright neste domínio, deveria ser dar aos autores controle sobre a integridade do seu trabalho e direito de ser devidamente reconhecido e citado (Borges, 2019).
Aprofundando, Harnad, com o objetivo de concretizar o MAA, foi quem definiu as vias dourada e verde, que recebem o nome de via em referência ao caminho percorrido até o acesso aberto da informação científica. A via dourada diz respeito a publicação em periódicos de acesso aberto, potencializando a comunicação científica entre os pares. Em contrapartida, a via verde trata do lugar onde se localizam os repositórios institucionais, com vistas a disseminar e organizar as produções das instituições de pesquisa, abrangendo, além de artigos, outros tipos de trabalhos científicos (Kuramoto, 2009).
A partir dos conceitos e entendimentos levantados até aqui, não seria possível discorrer sobre o movimento de acesso aberto e a forma de comunicação científica, sem dialogar com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Isso porque imaginar um alcance cada vez maior das pesquisas científicas, de forma a possibilitar a quebra das barreiras geográficas, temporais e, até mesmo, disciplinares, não seria possível sem a contribuição das TICs (Santos; Rosa, 2020). As TICs revolucionaram a forma de distribuir e, de forma substancial, impactaram na acessibilidade dos cientistas aos resultados dos trabalhos científicos, além da relação direta com o surgimento de novas plataformas de comunicação e intercâmbio, como, por exemplo, os repositórios institucionais (Sánchez-Tarragó, 2007).
No Brasil, no ano de 2005, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), por meio do “Manifesto Brasileiro de Acesso à Informação Científica”, impulsionou a criação de repositórios institucionais em várias instituições e universidades brasileiras (Bazilio; Gracioso, 2020). Isso porque sua missão é promover a competência, o desenvolvimento de recursos e a infraestrutura de informação científica e tecnológica com vistas à produção, socialização e a integração do conhecimento científico-tecnológico (Leite; Costa, 2017).
Os repositórios institucionais fazem parte do grupo de repositórios digitais, juntamente com os repositórios temáticos. Leite (2009) lista e destaca as principais motivações para uso de repositórios institucionais no gerenciamento de informação científica, resultante das atividades de pesquisa e ensino:
• melhorar a comunicação científica interna e externa à instituição;
• maximizar a acessibilidade, o uso, a visibilidade e o impacto da produção científica da instituição;
• retroalimentar a atividade de pesquisa científica e apoiar os processos de ensino e aprendizagem;
• apoiar as publicações científicas eletrônicas da instituição;
• contribuir para a preservação dos conteúdos digitais científicos ou acadêmicos produzidos pela instituição ou seus membros;
• contribuir para o aumento do prestígio da instituição e do pesquisador;
• oferecer insumo para a avaliação e monitoramento da produção científica;
• reunir, armazenar, organizar, recuperar e disseminar a produção científica da instituição.
Quando se trata da produção advinda dos alunos de graduação dentro das universidades, poucas iniciativas foram desenvolvidas de forma a promover a construção e disponibilização dos trabalhos produzidos pelos graduados. Santos e Rosa (2020) destacam que nesse cenário de produção de conhecimento, no qual as instituições de ensino estão inseridas, não devemos esquecer da graduação, pois apesar de ser o primeiro nível da formação superior, ainda vemos pouca disponibilização das pesquisas realizadas por esses discentes.
Portanto, com o advento do acesso aberto, os repositórios institucionais se tornaram uma excelente alternativa a esse problema, permitindo aos graduados um lugar de compartilhamento para seus trabalhos de pesquisa. O primeiro passo na busca por efetivar essa implantação é a elaboração das políticas, considerada uma das etapas mais importantes. Para isso, é imprescindível que a política contemple a definição do serviço, formação da equipe, prazo definido para depósito, tipo de material aceito, responsabilidade pelo depósito e fluxo de trabalho (Torino, 2017).
No caso dos depósitos por autoarquivamento, significa que o próprio autor deposita o documento digital em um site público da web, como os repositórios institucionais, cujo documento é um trabalho científico. Nesse contexto, implica ao autor a autonomia de editoração e arquivamento, inclusive dos elementos descritivos no momento do depósito. Para isso, ao submeter um documento em um ambiente desta natureza, o autor informa o conteúdo de um conjunto de metadados e envia o documento ao repositório (Café; Lage, 2002).
Nessa perspectiva, surge a necessidade de que essa etapa desenvolvida pelo discente seja orientada a partir de algum suporte, seja humano, como no caso de bibliotecários, ou material, a exemplo de tutorias e templates. Esses dois casos representam ações de mediação da informação.
Conforme Santos Neto (2014) a mediação está relacionada à interposição de alguém ou de algum elemento, com ações voltadas à melhoria relacional entre os sujeitos ali inseridos. Entretanto, esse processo mediacional irá divergir de acordo com a forma que for realizado, os sujeitos que estão sendo mediados e, de forma especial, do agente mediador. De forma crítica, o processo de mediação pode alcançar diversas aplicações a depender do interesse a ser atingido. Nessa perspectiva, pode originar-se a partir de uma necessidade informacional de um sujeito com dificuldade de busca e acesso, como também pela dificuldade em realizar determinada tarefa, em um ambiente informacional.
Almeida Júnior (2009) traz as classificações das mediações implícita e explícita, importantes também para as discussões deste trabalho. A mediação implícita “ocorre nos espaços dos equipamentos informacionais em que as ações são desenvolvidas sem a presença física e imediata dos usuários”, em espaços onde estariam a seleção, o armazenamento e o processamento da informação (Almeida Júnior, 2009). Nesse momento, é possível colocar os manuais e tutoriais, que são destinados a orientarem sobre a realização de determinadas tarefas, como sendo partes de uma mediação implícita, pois são disponibilizados de forma digital e elaborados sem a presença do usuário.
Por outro lado, a mediação explícita “ocorre nos espaços onde a presença do usuário é inevitável, é condição sine qua non para sua existência, mesmo que tal presença não seja física, como, por exemplo, nos acessos à distância em que não é solicitada a interferência concreta e presencial do profissional da informação” (Almeida Júnior, 2009). Por fim, Almeida Júnior (2015, p. 25) conceitua a mediação da informação como sendo:
Toda ação de interferência, realizada em um processo, por um profissional da informação e na ambiência de equipamentos informacionais, direta ou indireta; consciente ou inconsciente; singular ou plural; individual ou coletiva; visando a apropriação da informação que satisfaça, parcialmente e de maneira momentânea, uma necessidade informacional, gerando conflitos e novas necessidades informacionais.
A mediação da informação, por sua vez, pode ocorrer de diversas formas dentro de um processo. Seja na necessidade informacional ao longo das etapas e atividades de um fluxo, por uma necessidade ainda não desenvolvida ou, uma vez obtido um novo conhecimento, pela apropriação de uma informação nova através da mediação, poder repassar esse conhecimento adiante, invertendo o papel de sujeito para o de mediador. Ou seja, entender onde e como ocorre o processo de mediação, irá depender sob qual contexto e visão estão sendo observados.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Essa pesquisa se classifica de natureza aplicada por envolver uma proposta de intervenção. A pesquisa descritiva envolve a descrição de um fenômeno, visando conhecer e aprofundar determinada realidade ou fenômeno. Quanto aos métodos envolveu a aplicação de questionários com discentes de graduação e entrevista com a bibliotecária chefe do setor do RI-UFRN. O questionário foi aplicado no período de 22 a 30/8/2024, sendo encaminhado via Google Forms para os alunos concluintes dos cursos que possuem TCC como componente obrigatório, alcançando um total de 81 respondentes. A entrevista foi composta por cinco categorias: importância do autoarquivamento e suportes; problemáticas e melhorias; colaboração entre setores; ficha catalográfica e palavras-chaves; e relatórios de controle.
A aplicação do questionário buscou identificar em qual momento o estudante realiza o processo de autodepósito do seu TCC (pergunta 1), bem como se existe uma disciplina de metodologia voltada a orientação da construção do trabalho (pergunta 2), pois acredita-se na importância dessa disciplina para o conhecimento do Repositório Institucional. Na sequência, as questões 3, 4, 5, 6 e 7 foram elaboradas com o objetivo de levantar o conhecimento dos discentes sobre o RI-UFRN, bem como dos elementos obrigatórios que precisam estar contemplados no trabalho antes da realização do depósito. Seguindo, sobre os materiais de apoio disponíveis nos sites da biblioteca e do RI-UFRN, foram escritas as questões 8, 8.1, 12, 12.1, 13, 13.1 e 14. No que diz respeito às dúvidas e lacunas dos discentes, foram aplicadas as questões 10, 11, 15 e 16, enquanto as perguntas 9, 17, e 18 estiveram direcionadas a compreensão das atividades de mediação dentro do fluxo do processo. Por fim, as questões 19, 20, 20.1 e 21 buscaram mapear se os trabalhos foram aprovados ou rejeitados inicialmente e, além disso, qual seria a escolha dos discentes caso o depósito não fosse obrigatório.
Sendo assim, as seguintes perguntas foram elaboras e aplicadas por meio do questionário:
1 – Seu TCC foi defendido em qual momento?
( ) Último período ( ) Outro período
2 – Seu curso possui uma disciplina de Metodologia Científica, voltada para orientações sobre o TCC?
3 – Foi apresentado o RI-UFRN e a forma de depósito do TCC em algum momento para você?
4 – Você já conhecia o Repositório Institucional antes de precisar realizar o depósito do seu TCC?
5 – Você sabia que o formato do arquivo depositado precisava ser PDF ou PDFA?
6 – Você sabia que precisava anexar a Ficha Catalográfica ao trabalho antes de depositá-lo?
7 – Você sabia que o nome do arquivo depositado precisava seguir um padrão?
8 – Você utilizou algum material de apoio para realização do depósito do seu TCC no RI-UFRN?
( ) Sim. Qual? _________________________ ( ) Não
9 – Você teve algum tipo de orientação para realização do depósito do seu TCC no RI-UFRN?
( ) Orientador ( ) Bibliotecário ( ) Coordenação do curso
10 – Você teve dúvidas sobre algum dos itens abaixo? (Marque quantos itens desejar)
( ) Ficha catalográfica ( ) Folha de aprovação ( ) Escolha das palavras-chave ( ) Formato do arquivo ( ) Como depositar o TCC no RI
11 – Como você avaliaria suas dúvidas para depositar o TCC no RI-UFRN em uma escala de 0 a 5, onde 0 significa não ter tido dúvidas e 5 significa ter tido muitas dúvidas?
( ) 0 ( ) 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5
12 – Você conhece os templates com modelos de TCC disponibilizados no site da BCZM?
( ) Sim. Como conheceu? ( ) Não
13 – Você conhece os tutoriais de depósito disponibilizados no site do RI-UFRN?
( ) Sim. Como conheceu? ( ) Não
14 – Você utilizou os templates de TCC disponibilizados pela BCZM em seu site?
15 – Em uma escala de 0 a 5, como você avaliaria a facilidade para entender o conteúdo dos templates de TCC no site da BCZM? Onde 0 significa não conhecer o material e 5 significa ser de fácil compreensão.
( ) 0 ( ) 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5
16 – Em uma escala de 0 a 5, como você avaliaria a facilidade para entender o conteúdo dos tutoriais de depósito disponibilizados no site do RI-UFRN? Onde 0 significa não conhecer o material e 5 significa ser de fácil compreensão.
( ) 0 ( ) 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5
17 – Qual o grau de importância das palavras-chaves em um TCC na sua opinião, em uma escala de 0 a 5 onde o 0 significa pouco importante e 5 significa muito importante?
( ) 0 ( ) 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5
18 – Seu orientador participou ou deu alguma orientação referente às palavras-chaves a serem escolhidas?
19 – Avaliando a importância de um suporte específico para etapa de depósito do seu TCC, em uma escala de 0 a 5, onde o 0 significa pouco importante e 5 significa muito importante, qual nota você daria?
( ) 0 ( ) 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5
20 – Seu TCC foi rejeitado ou aceito já na primeira tentativa de depósito?
( ) Aceito na primeira tentativa ( ) Rejeitado. Por qual motivo?
21 – Se o depósito do TCC no RI-UFRN não fosse obrigatório, qual seria sua escolha?
( ) Depositar ( ) Não depositar
Já em relação à entrevista, as perguntas envolveram sete categorias principais: importância do autoarquivamento, suportes, problemáticas e melhorias, colaboração entre setores, mudança na forma de depósito, ficha catalográfica e relatórios de controle. O tratamento dos dados referente às questões fechadas do questionário foram feitas com análise descritiva, enquanto as questões abertas e a entrevista se deram pela Análise Categorial de Bardin.
4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
4.1 QUESTIONÁRIOS COM DISCENTES DE GRADUAÇÃO
Nesta subseção são apresentados os resultados referentes à aplicação do questionário, que alcançou um total de 81 respondentes. A maioria dos estudantes (86,4%) declarou depositar no último período do curso, enquanto, há exceções, como o curso de Medicina, no qual informaram que depositam em outros momentos, não necessariamente no último período. A segunda questão tratava da existência ou não de uma disciplina de metodologia científica na grade do curso, voltada para orientações acerca do TCC. Do total de respondentes, 79% afirmaram possuir a disciplina na estrutura curricular do seu curso. Entretanto, analisando em conjunto as questões 3 e 4 — que perguntavam se havia sido apresentado o RI-UFRN e a forma de depósito em algum momento do curso, e se conheciam o RI antes de precisarem depositar seus TCC, respectivamente — percebe-se que a disciplina mencionada não tem um momento dedicado a apresentar o RI-UFRN, já que 63% responderam não ter sido apresentado o RI-UFRN e nem a forma de depósito, de acordo com a pergunta 3. Além disso, 54,3% disseram não conhecer o RI-UFRN antes de precisar realizar o depósito do seu trabalho.
Sendo assim, o não conhecimento da plataforma e da forma de depósito leva o discente a uma série de dúvidas e lacunas que precisam ser preenchidas (muitas vezes de modo apressado e no final do curso). Em contrapartida, a existência de uma disciplina de metodologia dedicada ao TCC traz a possibilidade de abordar o problema de forma mais direcionada e efetiva, ou pelo menos da apresentação do Repositório Institucional como fonte de pesquisa para a produção do conhecimento.
Nas questões 5, 6 e 7, que tratam do conhecimento sobre os elementos obrigatórios: formato do arquivo, ficha catalográfica e nome do arquivo a ser depositado, é possível observar que mais da metade dos respondentes sabia que o formato do arquivo exigido é PDF ou PDFA, além da exigência da ficha catalográfica. No entanto, o percentual de desconhecimento é consideravelmente alto: 39,5% não sabiam da exigência de que fosse em PDF ou PDFA, e 49,4% afirmaram não saber da obrigatoriedade da ficha catalográfica. Além disso, 82,7% dos alunos responderam não saber que o nome do arquivo a ser depositado precisava seguir um padrão específico.
A questão 8 tratou da utilização de algum material de apoio e da forma como os alunos tomaram conhecimento da existência dele. Nesse contexto, 79% responderam terem utilizado algum material, enquanto 21% não utilizaram qualquer tipo de ajuda material. Nessa questão, ao responder sim, o discente era direcionado a uma pergunta aberta, onde poderia especificar que tipo de material foi utilizado. Pela pergunta aberta, foi observada uma predominância do uso do tutorial como material de apoio, mas que chega até os alunos por diversas fontes citadas.
É possível destacar que o R48 respondeu que, além de utilizar o tutorial do RI, buscou orientação com outros colegas que já haviam realizado o processo. Além disso, analisando o restante de suas respostas, ele afirma não ter tido dúvidas sobre nenhum dos elementos obrigatórios e que seu trabalho foi aceito já na sua primeira tentativa de depósito. Sendo assim, é possível verificar que apenas o manual de orientação não foi suficiente, mas que ao suprir suas lacunas com colegas que já haviam feito o depósito, foi possível realizá-lo de forma efetiva.
Em contrapartida, ao analisar a resposta do R13, verifica-se que não foi utilizado nenhum material de apoio, e no decorrer de suas respostas é possível constatar dúvidas em relação à folha de aprovação e sobre como depositar o TCC no RI-UFRN. Além disso, nas questões 2 e 3, respondeu que seu curso possui uma disciplina de metodologia científica para orientação do TCC, entretanto não foi apresentada a forma de depósito. Por fim, afirma que seu trabalho foi rejeitado na primeira tentativa, por falta da folha de aprovação e nome do arquivo fora dos padrões sugeridos.
No caso do R14, foi utilizado como material de apoio o tutorial do RI-UFRN cujo link foi compartilhado no Instagram da UFRN, mas ainda assim constataram-se lacunas em relação à ficha catalográfica, folha de aprovação e sobre como depositar o TCC. Com isso, seu trabalho foi rejeitado na primeira tentativa por não conter ficha catalográfica.
A questão 9 analisou os tipos de orientações recebidas pelos discentes para o depósito de seus trabalhos. Como resultado, 34,6% responderam não terem recebido nenhum tipo de orientação; 21% afirmaram terem recebido orientação apenas de seus orientadores; 24,7% apenas da coordenação de curso; e 6,2% das bibliotecas. Além disso, 2,5% disseram ter recebido suporte dos orientadores, bibliotecas e coordenação ao mesmo tempo, enquanto 7,4% receberam de seus orientadores e coordenações e, por fim, 3,7% das bibliotecas e coordenações.
Chama a atenção o percentual baixo de discentes que foram orientados especificamente pelas bibliotecas, tendo em vista os diversos serviços que são disponibilizados para orientações, seja de forma presencial ou remota, alguns inclusive através de agendamento de horário direto pelo SIGAA. Isso pode indicar algumas problemáticas: o desconhecimento dos serviços por parte dos alunos, a baixa divulgação por parte das bibliotecas, ou ainda a dificuldade dos discentes em identificar onde e como podem preencher suas lacunas, por exemplo.
Na questão 10 foi perguntado se o discente havia tido dúvidas em algum dos seguintes itens: ficha catalográfica, folha de aprovação, escolha das palavras-chave, formato do arquivo ou como depositar seu TCC no RI-UFRN. É importante destacar que apenas 4,9% dos respondentes indicaram não ter tido dúvidas em algum dos itens do processo. Isso, por sua vez, confirma ser um processo cheio de lacunas e dúvidas, que precisam ser contempladas nos materiais de suporte aos discentes.
Outra informação extraída da análise da pergunta 10 é o fato de a ficha catalográfica e a folha de aprovação serem apontadas como itens de dúvida por mais de 60% dos respondentes. Ambos são elementos obrigatórios a constar no trabalho e, por isso, sendo os itens com maior percentual de dúvidas, merecem um cuidado voltado a preencher possíveis lacunas que não estejam efetivamente abordadas nos tutoriais e documentos que institucionalizam o RI-UFRN.
Além disso, 79% dos pesquisados, seja de forma exclusiva ou em conjunto com outros itens, apontaram terem tido dúvida em como depositar o TCC no repositório. Isso porque, além do conhecimento de quais elementos precisam estar no trabalho, é preciso compreender o fluxo do processo de depósito, bem como os dados descritivos a serem preenchidos. Portanto, a especificidade de cada item deve estar aprofundada nos materiais de apoio, de forma a não resultar em erros que poderão acarretar a rejeição do trabalho e, consequentemente, o aumento na demanda de validação com retrabalho.
A questão 11 esteve direcionada para avaliar em uma escala de 0 a 5 a percepção dos discentes sobre o nível de dúvidas no processo de depósito, onde o 0 significava não ter tido dúvidas e o 5 ter tido muitas dúvidas. Percebeu-se que apenas 2 respondentes escolheram a opção 0, indicando não ter tido dúvidas, seguido de 5 respondentes que escolheram a opção 1, indicando poucas dúvidas. Nesse quesito, os graus 2, 3, 4 e 5 de dúvidas foram marcados por 21% (17), 27,2% (22), 19,8% (16) e 23,5% (19) discentes, respectivamente. Sendo assim, ainda que em níveis variados, 97,5% dos alunos responderam ter algum nível de dúvida, com 43,3% (35) concentrados nos graus maiores 4 e 5.
As perguntas 12 e 13 buscaram compreender o conhecimento dos discentes sobre o template de TCC no site da BCZM e o tutorial de depósito disponibilizado no site do RI-UFRN. Em relação especificamente aos tutoriais de depósito, 48,1% (39) afirmaram não conhecer o material. Esse percentual indica um ponto de observação e cuidado, uma vez que quase metade dos discentes provavelmente realizaram seus depósitos sem consultar o material de apoio por falta de conhecimento. A não utilização do material, por sua vez, impacta na qualidade do trabalho depositado, ocasionando também retrabalho na etapa de validação pelas bibliotecas.
Em contrapartida, 51,9% responderam conhecer o material, indicando por quais canais tomaram conhecimento. Nesse sentido, há uma predominância de respostas relatando terem sido outros colegas de curso a indicar o material, sendo possível perceber em R1, R11, R37 e R58, por exemplo, como também respostas que afirmam terem encontrado o material procurando direto no site do repositório ou em sites de busca, caso das R5, R8, R34 e outros. Pela análise das respostas fica evidente a lacuna sobre como depositar o TCC no RI-UFRN, fato que ao buscar informações que possam auxiliar, alguns discentes acabaram se deparando com os tutoriais disponíveis no site do repositório.
A questão 17 investigou a percepção dos alunos sobre a importância das palavras-chave. As palavras-chave são um dos elementos descritivos exigidos para preenchimento no depósito pelo aluno, e que não tem nenhuma referência feita nos documentos institucionais e nem nos tutoriais, no sentido de orientar para as escolhas a serem feitas. Nesse sentido, essa orientação fica concentrada nos canais disponibilizados pelas bibliotecas para orientação e, principalmente, nos orientadores.
O entendimento dos discentes sobre a importância das palavras-chave, quando em uma escala de 0 a 5, onde o 0 significava pouco importante e o 5 muito importante, 58% (47) dos respondentes atribuíram valor 5, seguidos de 21% (17) e 12,3% (10) que atribuíram 4 e 3 respectivamente. Além disso, apenas 2,5% (2) consideraram as palavras-chave como algo pouco importante. São as palavras-chaves um dos elementos de representação do conteúdo do trabalho e que servem para que os trabalhos sejam recuperados com eficácia por outros pesquisadores, sendo um elemento essencial, mas nem sempre compreendido pelos estudantes/autores.
A questão 19 perguntou sobre a importância de suporte específico para a etapa de autodepósito do TCC no RI-UFRN. A partir da análise, fica clara a necessidade de um suporte mais direcionado e específico para o processo de depósito dos TCC de graduação. Isso porque, em uma escala de 0 a 5, onde o 0 significava pouco importante e o 5 muito importante, 75,3% (61) atribuíram nota 5, indicando considerar muito importante a existência desse suporte, seguidos de 16% (13) e 6,2% (5) que atribuíram notas 4 e 3, respectivamente. Cabendo ainda destacar que nenhum discente escolheu as opções 0 e 1, que seriam as menores da escala.
Por fim, a última pergunta buscou verificar qual seria a escolha desses discentes, caso o depósito não fosse obrigatório. Nesse momento, 32,1% dos alunos responderam que escolheriam não depositar seu trabalho, enquanto 67,9% responderam que escolheriam depositar. Sem se debruçar na motivação dessas escolhas, a questão revela que, 32,1% desses conhecimentos seriam perdidos e não estariam disponíveis para quem deles necessitasse. É provável que os obstáculos encontrados no processo de depósito sejam um dos motivos daqueles que escolheriam não compartilhar seu trabalho. Sendo assim, estudar, conhecer e mitigar essas lacunas, resultará em mais conhecimento compartilhado, ainda que não seja obrigatório, como pode ser o caso de outras instituições de ensino, que não seja a UFRN.
Como já dito, o TCC é um requisito obrigatório para a conclusão de alguns cursos da UFRN. E além de ser um elemento formal, o trabalho de conclusão de curso é fruto de um esforço do estudante em concretizar esse percurso formativo por meio, essencialmente, da construção do conhecimento.
4.2 ENTREVISTA COM BIBLIOTECÁRIA CHEFE DE SETOR DE REPOSITÓRIO
4.2.1 Importância do autoarquivamento e suportes
A entrevista se iniciou com o diálogo sobre a percepção da entrevistada acerca dos materiais de apoio que hoje estão disponíveis para dar suporte ao aluno no momento do depósito. Inicialmente, a entrevistada reforçou a importância do depósito dos TCCs em relação ao acesso aberto, a recuperação e visibilidade desse conhecimento, como pode ser observado na fala da bibliotecária: “É importante demais o TCC estar disponível, porque contribui em diversos aspectos: do acesso aberto, da recuperação, da visibilidade a longo prazo, da preservação desse documento”.
Ainda na mesma temática, na sequência foi enfatizado na resposta o tutorial de depósito e o template de TCC, sendo relatado que os materiais são imprescindíveis e precisam ser compartilhados juntos. Em relação ao template, mais especificamente, foi ressaltado durante a conversa, o fato de ainda ser pouco o material, mas que serve como um despertar para o aluno sobre a licença que ele precisa ceder para a universidade. Isso, fica evidente quando ela diz:
Ainda é pouco. Mas, é uma forma de o aluno começar a compreender: “ôpa, tem isso aqui, eu preciso colocar. Então, o que é isso?”. E aí a gente sempre marca meet pra ajudar os alunos, para esclarecer que a gente não consegue atender todo mundo, dentro das nossas capacitações.
4.2.2 Problemáticas e melhorias
Acerca dos problemas reportados pelas bibliotecas setoriais, alunos ou orientadora, ou até mesmo vivenciados pelo próprio setor do repositório, em um primeiro momento foi relatado que existe uma demanda frequente, principalmente com problemas relacionados ao acesso ao repositório. Embora essa demanda tenha diminuído, ainda é avaliada como recorrente pela entrevistada. Nesse trecho da entrevista, foi relatado ainda que essas demandas de orientação são direcionadas não apenas para o setor do RI, como também para as bibliotecas setoriais, momento em que foi citada uma média de 900 depósitos mensais em final de semestre.
Na sequência, e um ponto a destacar, foi o relato de que as bibliotecas setoriais exercem um papel de independência na resolução das problemáticas e demandas que aparecem em relação ao RI, não encaminhando para o setor de repositório, ainda que este possua uma estrutura de atendimento de e-mail nos três turnos. Esses dois momentos citados, por sua vez, podem ser vistos em:
Sim, nós temos um atendimento constante com usuários e ainda é frequente o problema de acesso. O próprio acesso com as credenciais do SIGAA, tem diminuído, mas ainda é frequente, já que nosso contexto de UFRN é gigantesco. Em média 900 depósitos em um mês, que é o final do semestre, essa é a média. Então, tanto responde para as setoriais quanto para o setor. O que eu percebo é que as setoriais elas tentam resolver por si só. Elas não jogam para o setor. E o setor, a gente tem uma estrutura pra responder por e-mail manhã, tarde e noite.
Na sequência da resposta surge um ponto interessante, que é o atendimento online via plataforma Google Meet. Ainda que não seja algo aparentemente institucionalizado e padronizado, é algo utilizado dentro do setor com frequência e que tem trazido resultados bem positivos na resolução dos problemas que surgem e, que por algum motivo, não é possível solucionar apenas com e-mail, por exemplo. Observe esse trecho:
Então, eu gosto quando a setorial joga pro setor, porque quando um assistente, tipo X, ele não consegue atender de imediato, a gente marca um meet. Quando o professor não compreende, principalmente depois da pandemia, a gente ficou fazendo meet com aluno e professor, o orientador e o aluno. Tem resolvido bastante caso nessas situações.
Aqui, claramente, fica definida uma ação de mediação explícita, onde o bibliotecário ou funcionário do setor de repositório atende a uma necessidade informacional do discente ou professor, no que tange a alguma etapa do processo de depósito em si. Veja que se trata de uma necessidade informacional, que às vezes o usuário nem tenha conhecimento que exista, mas que entendendo da possibilidade, o setor de repositório solicita um atendimento onde seja possível visualizar a tela do aluno, para compreender se a possível “trava” no fluxo não está na responsabilidade do próprio discente ou professor. Ou seja, o processo de depósito pode chegar a um nível de complexidade para os discentes e orientadores, a ponto de sequer conseguirem por algum momento perceber sua necessidade informacional e lacuna, sem ter o suporte do setor de repositório.
Isso acima relatado é importante e reflexivo, porque percebe-se que os materiais de suporte e os serviços de apoio aos diversos sujeitos envolvidos no processo de autoarquivamento, devem ser pensados e projetados com base nas possíveis lacunas e necessidades informacionais desses usuários. Isso porque nem sempre eles serão capazes de expressar tais demandas ou sequer de saber que existem. Além disso é importante ressaltar a necessidade de se estudar as percepções e experiências desses usuários uma vez que realizaram o autodepósito, de forma que se mensure com mais precisão as dificuldades ali enfrentadas e, assim, aprimorar os suportes oferecidos, tornando-os mais direcionados e eficientes.
4.2.3 Colaboração entre setores
As discussões para esse tópico começam quando é questionado qual a percepção sobre a aproximação das bibliotecas setoriais com as coordenações de curso de graduação e os discentes, nesse processo de construção e depósito do TCC. A fala de resposta é iniciada trazendo primeiramente a relação das setoriais com o setor de repositório, o que é caracterizada como distante. Nessa perspectiva, é relatado que essa interação ocorreu apenas quando o setor do RI tomou essa iniciativa. Isso, por sua vez, parece ser visto como um problema, tendo em vista que o repositório é um sistema, assim como as bibliotecas, que apesar de se comportarem como unidades distintas e independentes, fazem parte de um mesmo sistema que deveria trabalhar de forma colaborativa, principalmente quando se trata do repositório institucional. A bibliotecária destaca que:
Às vezes eu acho que parecem bibliotecas independentes. É um sistema, mas a gente conversa pouco. E pra mim existe uma falha na coordenação das setoriais. Eu já tentei me envolver algumas vezes, mas aí fica um papel que eu que coloco, entendeu? Fica imposição, e quando eu vi que não é muito confortável eu recuei.
No que diz respeito à interação do setor de repositório com os discentes e coordenações, é apontado que houve uma melhora, com a participação da PROGRAD, por meio da normativa 08/2023, que instituiu a obrigatoriedade do depósito dos TCCs de graduação no RI-UFRN. A normativa trouxe, então, uma unificação que anteriormente não era percebida e dificultava o trabalho de institucionalização do autoarquivamento.
4.2.4 Ficha catalográfica e palavras-chave
Sobre essa categoria ficou claro que todos os TCCs devem ter ficha catalográfica, pois o entendimento da maioria — porque não houve um consenso — é que todo TCC deve ter ficha catalográfica, independente se é uma monografia ou um artigo. O artigo, por si só, não exige ficha catalográfica, mas se o trabalho for um TCC apresentado em formato de artigo, o trabalho depositado precisa conter ficha, segundo o entendimento da maioria dos bibliotecários da UFRN. Então, esse entendimento passa a representar a orientação institucional adotada pelo sistema de bibliotecas, ainda que não documentado de forma oficial.
Quanto às palavras-chave, o entendimento é descrito no decorrer da resposta e fica claro que o bibliotecário tem a autoridade de validar e, portanto, mediar nesse caso de forma implícita, como esse conhecimento será recuperado e encontrado:
Olha, para a ficha o bibliotecário tem que ir buscar o vocabulário controlado, tem que procurar a biblioteca nacional, na área da saúde os vocabulários específicos, mas no repositório quando um profissional vai aprovar o trabalho, ele precisa adotar a palavra controlada, que alguns conhecem, e o termo que o aluno colocou, que a gente chama termo livre, que é o termo talvez mais buscado, que é o termo que talvez vá recuperar.
Entretanto, cabe ressaltar que esses entendimentos não estão formalmente documentados e são resultados de reuniões e consenso da maioria dos bibliotecários. Portanto, é imprescindível que esses procedimentos, compreendidos como tomadas de decisão dentro do processo de validação da etapa de biblioteca, estejam oficializados nos documentos que institucionalizam o depósito, de forma a se ter uma validação padronizada em relação a aspectos tão importantes.
4.2.5 Relatórios de controle
Sobre a forma de controle do processo por meio de relatórios, foi questionado como é feita a gestão das informações geradas durante o autoarquivamento. Foi esclarecido que não há relatório formal ou qualquer informação repassada pelas bibliotecas para o setor de repositório. Atualmente, o que existe é um relatório gerado a partir de um software desenvolvido por um bolsista de tecnologia da informação, que realiza uma varredura dentro do DSpace e identifica quais setoriais e orientadores estão com trabalhos pendentes de validação. Com isso, é possível dar celeridade às validações e acompanhar casos individuais de alunos com fluxo de depósito parado.
Foi um desenvolvimento, por essa necessidade a gente conseguiu um bolsista, e criou um desenvolvimento de um software interno, que a gente faz uma varredura pra saber quantos depósitos de TCC estão pendentes por parte do orientador, por parte das bibliotecas. E aí por esse sistema, como a gente gera essa resposta, a gente fica jogando no grupo do whatsapp pra as setoriais entenderem quanto têm pra elas fazerem. Isso é um controle interno. Não existe um controle da setorial para o setor. Não existe a informação.
Nesse contexto, é importante salientar que é fundamental a elaboração de modelos de relatórios que tragam informações quantitativas e qualitativas do processo, para que possam servir de acompanhamento, além de funcionar como um indicativo de quais etapas podem precisar de maior atenção ou de intervenções de melhorias.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
É possível depreender que a mediação da informação está imbricada em todo processo de autoarquivamento, ora realizada pelo aluno depositante, ora pelo professor e, por fim, pelas bibliotecas. Cada uma dessas ações de mediação possui complexidades e características que precisam estar bem instrumentalizadas e devidamente amparadas pelas mais diversas ferramentas de apoio.
Sendo assim, ficou constatado pela análise dos questionários que o modelo de tutorial utilizado não tem sido suficiente para preencher as lacunas e orientar os discentes no processo de depósito, contemplando todos os conhecimentos exigidos dentro do fluxo de depósito. Isso, porque verifica-se pelo questionário, uma indicação de necessidade de um suporte específico para esse momento na vida acadêmica dos alunos, bem como, uma insatisfação quando boa parte deles responderam que escolheriam não depositar seus trabalhos caso não fosse obrigatório. Isso, certamente pelas dificuldades encontradas ao longo do processo.
Ainda pela análise dos questionários, chama a atenção o percentual de discentes que responderam nunca terem ouvido falar do RI-UFRN até o momento em que precisou depositar seus trabalhos, ainda mais quando se analisa o fato de boa parte terem respondido possuir uma disciplina de metodologia científica. Isso, por sua vez, pode indicar que o RI-UFRN não é utilizado como base de pesquisa na elaboração desses trabalhos e que, além disso, não explora todo o seu potencial de contribuição para o conhecimento e a cooperação na construção do saber científico. Tal cenário, possivelmente indica um posicionamento pouco relevante dos repositórios dentro da própria comunidade acadêmica.
Assim, sugere-se, fortemente, que o Repositório Institucional possa ser apresentado como uma das possíveis fontes de informação para a pesquisa dos estudantes, podendo esse contato se dar via docente da disciplina ou mesmo pela presença dos bibliotecários em participações de atividades acadêmicas na referida disciplina ou ao final do curso com palestras para todos os cursos, visando sensibilizar a importância do autoarquivamento com um maior cuidado para evitar uma demora na disponibilização, inconsistências nos descritores que dificultem a busca desse trabalho ou outros problemas.
Fica evidente a importância do setor de repositório na manutenção desse processo, bem como a necessidade de participação e divisão de responsabilidades, de modo a evitar a sobrecarga das bibliotecas. Mais do que isso, é essencial garantir que o repositório seja utilizado, povoado e cumpra sua função primordial de ser canal aberto de divulgação do conhecimento científico produzido dentro da universidade.
Pela análise da entrevista, fica claro que as demandas de alguma forma sobrecarregam o setor, que tem desenvolvido trabalhos e recursos para conseguir atender a todos, com sistema de resposta em três turnos para e-mails e atendimento online via Google Meet sempre que necessário. Além das atividades de capacitação, visita programada e todos os materiais informacionais disponíveis em seu site.
Observa-se que os problemas que envolvem o autoarquivamento em repositório, ainda que sejam potencializados por tudo aquilo levantado na aplicação do questionário, perpassam vieses mais profundos de comunicação setorial. É imprescindível o engajamento colaborativo e participativo de forma efetiva das bibliotecas setoriais, das coordenações de curso e, principalmente no que diz respeito aos TCCs de graduação, da PROGRAD. Ou seja, os diversos setores que compõem a universidade, precisam assumir suas devidas responsabilidades na defesa, manutenção e divulgação do repositório. Seja através de cartilhas, palestras, normativas ou outras formas que sejam propostas e possíveis, mas que funcionem na prática.
Dessa forma, os tutoriais de depósitos e outros produtos digitais são uma importante fonte de mediação implícita, e precisam ter uma linguagem imagética e objetiva para que sirva principalmente de apoio aos discentes, pois são eles os responsáveis pelo autoarquivamento. A concretização bem realizada desse momento de disponibilização do trabalho produzido para a conclusão de um importante ciclo acadêmico impacta diretamente a recuperação do trabalho e a produção do conhecimento por outros pesquisadores que poderão utilizar o Repositório Institucional como fonte de pesquisa.
Por fim, como produto final e ação de intervenção, foi proposto um novo modelo de Tutorial para depósito de TCC, que contemple todas as dificuldades e especificidades levantadas na análise documental e dos questionários, de forma que em um único documento os discentes possam sanar suas dúvidas, preenchendo de forma correta os elementos descritivos dada sua importância. Além disso, o documento foi pensado para que possa ser utilizado como material de apoio a ser disponibilizado no site dos cursos de graduação e da biblioteca. O produto pode ser também utilizado como recurso informacional na disciplina de Metodologia Científica (comum em vários cursos) e em palestras, oficinas ou atividades oriundas das bibliotecas, em parceria com as Coordenações de curso (Nóbrega, 2024, 2025).
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