Art._03-_BIBLIOTECAS_UNIVERSITÁRIAS_E_A_ORGANIZAÇÃO_SOCIAL_

BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E A ORGANIZAÇÃO SOCIAL DO CONHECIMENTO: UMA ANÁLISE A PARTIR DOS PORTAIS INSTITUCIONAIS DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS

RESUMO: Trata da organização social do conhecimento em portais institucionais de universidades federais no Brasil, como forma de analisar sua representatividade para localização das bibliotecas universitárias. Caracteriza-se como pesquisa descritiva de abordagem qualitativa. Emprega a técnica de observação sistemática para coleta dos dados, sistematizados a partir de planilha do Excel. Como resultado, observa-se que há um tópico indicativo para a biblioteca junto ao menu principal de boa parte dos portais universitários e, em poucos casos, este aparece também em outro ponto do portal. Em sua quase totalidade a biblioteca surge uma única vez como item subordinado no menu principal, nomeada sobretudo como “Biblioteca” ou “Bibliotecas”, direcionando para a página do sistema de bibliotecas. Predominantemente, tem-se uma organização social do conhecimento utilitária para tais unidades, na medida em que insurgem junto ao tópico “Serviços” e, em menor grau, vinculadas aos itens “Estrutura” e “Pesquisa”. Conclui-se que a representatividade da biblioteca universitária nos portais das universidades não é suficientemente expressiva.

PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca universitária. Organização do conhecimento. Portal institucional.

ABSTRACT: It deals with the social organization of knowledge in institutional sites of federal universities in Brazil, as a way to analyze its representativeness for the location of university libraries. It is characterized as a descriptive research with a qualitative approach. Employs the technique of systematic observation for data collection, systematized from Excel spreadsheet. The results demonstrated an indicative topic for the library next to the main menu of most university sites and, in a few cases, it also appears elsewhere on the portal. Almost all of them appear once as a subordinate item in the main menu, named as “Library” or “Libraries”, directing you to the library system page. Predominantly, there is a utilitarian social organization of knowledge for such units, insofar as they appear next to the topic “Services” and to a lesser extent linked to the items “Structure” and “Research”. It concludes that the representativeness of the university library on sites is not expressive enough.

Keywords: University library. Knowledge organization. Site Institutional.

1 Introdução

A biblioteca universitária, enquanto um dos elementos fundantes das Universidades (LUBISCO; SOUSA, 2019), cumpre um relevante papel na difusão do conhecimento produzido em uma diversidade de campos científicos. Para que isso aconteça, desempenha funções específicas da organização, além do tratamento informacional. Entretanto, ela própria é um veículo suscetível à ação da organização enquanto fonte de informação que congrega e dá acesso a inúmeras outras.

Ao reunir e sistematizar documentos e informações das mais diversas áreas do saber, a biblioteca universitária tem em si a responsabilidade por sua disseminação e acesso. O catálogo online, enquanto parte essencial dos sistemas de bibliotecas (SILVA; BOCCATO, 2012), e que representa uma confiável ferramenta para armazenar, buscar e recuperar informação (SOUSA; FUJITA, 2012), se propaga como instrumento para as ações de busca informacional.

Mas, antes de chegar até o catálogo, o usuário precisa acessar o portal da própria biblioteca, que boa parte das vezes é vinculado ao da universidade a qual pertence. Fato é que “os portais das bibliotecas universitárias oferecem cada vez mais serviços e produtos informacionais” (BRITO; PINHO NETO, 2019, p. 71); sendo assim, tem-se a problemática de como localizá-los e acessá-los em se tratando da própria comunidade universitária e também de pessoas externas a ela.

Desse modo, enquanto instituição atrelada ao contexto educacional (BRAZ; CARVALHO, 2017), responsável por organizar grande quantidade de informação, é preciso refletir até que ponto a biblioteca universitária tem, para si própria, uma organização específica. Há que se considerar, então, o arranjo estabelecido para direcionar o usuário a essas bibliotecas, especialmente em ambiente digital, via menus de navegação nos portais institucionais das universidades.

Tendo por base a dimensão social da organização do conhecimento como um tipo de classificação social (SILVA, 2012) que versa sobre a disposição e estruturação das áreas, disciplinas e ciências, entende-se ser esse um eixo de interlocução com a problemática de estruturação dos portais das universidades para o consequente acesso aos portais das bibliotecas universitárias, hospedados em sites institucionais (BRITO; PINHO NETO, 2019). Afinal, a estruturação da informação nos portais institucionais reflete o modo como o conhecimento foi arranjado e distribuído nesse âmbito, em suma, organizado. Em analogia, sistemas conceituais ou de atividades estão presentes, refletindo a organização do conhecimento em termos amplos (HJØRLAND, 2016) e, assim como controlar e arquitetar essa estrutura informacional na web, representa uma preocupação (PONTES JUNIOR; CARVALHO; AZEVEDO, 2013).

Nesse sentido, é importante que ferramenta tecnológica e organização da informação estejam em sintonia (BRITO; PINHO NETO, 2019). Logo, a pesquisa em questão tem como objetivo analisar a representatividade da organização social do conhecimento em portais institucionais de Universidades, para localização das bibliotecas universitárias.

O estudo considera a escassez de pesquisas em organização social do conhecimento (SILVA, 2012), inclusive as que se pautam pelo contexto acadêmico-institucional representado pelas Universidades e suas demais instâncias. Também parte do pressuposto que as bibliotecas universitárias são dispostas de modo distinto nos vários portais, sem padronização interna no âmbito de cada site.

A pesquisa pode contribuir, em termos teóricos, com as abordagens em organização do conhecimento, sobretudo as que se voltam à sua interseção com estruturas e ambientes de informação como os portais web. Em termos práticos, a investigação pode evidenciar demandas por melhor organização da informação digital, despertando atenção para ações institucionais dessas relevantes unidades informacionais, que são as bibliotecas universitárias.

2 Biblioteca Universitária

A biblioteca, enquanto clássico sistema de informação, sofreu enormes mudanças e passou por diversas transformações (MOREIRO GONZÁLEZ, 2006; MORIGI; SOUTO, 2005). Dinâmicas tecnológicas, sociais e econômicas incitam, sobretudo, aquelas que atuam no ambiente das universidades. Afinal, os campos do conhecimento não são estáticos; modificam-se ao mesmo tempo em que novos insurgem e se multiplicam.

Assim, a biblioteca universitária tem suas funções atreladas ao ambiente acadêmico, agindo em prol do desenvolvimento científico, tecnológico, cultural e social (NUNES; CARVALHO, 2016). Caracteriza-se “por sua forte aderência e sintonia com as atividades desenvolvidas no âmbito universitário” (SANTA ANNA; COSTA, 2017, p. 40). Fato é que:

considerando a Instituição de Ensino Superior (IES) como organização do conhecimento, encarregada de desenvolver ensino, pesquisa e extensão, observa-se que as Bibliotecas Universitárias (BU) se constituem na própria base para o desenvolvimento destas dimensões (ROSSI; COSTA; PINTO, 2014, p. 111).

Nesse sentido, a biblioteca universitária deve “oferecer conteúdos bibliográficos e informativos que assegurem ao aluno de graduação o atingimento de sua plenitude como estudante” (LUBISCO; SOUSA, 2019, p. 670). Há que se considerar, porém, que “novos formatos dos documentos e as novas perspectivas dos usuários em um cenário diferente do que era apresentado há algumas décadas atrás, implicaram na mudança das formas de acesso, distribuição e consumo da informação” (BRAZ; CARVALHO, 2017, p. 2500-2501), de modo que o uso d33a biblioteca também mudou, implicando boa parte das vezes em um acesso remoto aos produtos e serviços que são disponibilizados.

Na biblioteca universitária empregam-se “os recursos que a tecnologia proporciona, através dos serviços digitais, como por exemplo, portais eletrônicos” (BRITO; PINHO NETO, 2019, p. 66). Estruturalmente falando, nesses portais o usuário pode acessar o catálogo da biblioteca, fazer buscas e recuperar informação, além de ter acesso a outros produtos e serviços da unidade.

O gerenciamento das bibliotecas e a elaboração e disponibilização de catálogos online são aspectos representativos da inserção das tecnologias de informação e comunicação nas bibliotecas universitárias. São indicativos de sua modernização (NUNES; CARVALHO, 2016) na medida em que viabilizam a recuperação e também o intercâmbio de documentos (SOUSA; FUJITA, 2012).

No caso dos portais institucionais, estes acabam representando uma alternativa para as bibliotecas alcançarem um maior número de usuários (BRITO; PINHO NETO, 2019). “Além disso, diversas fontes importantíssimas para a busca de informações estão disponibilizadas on-line” (LOPES; SILVA, 2007, p. 26), reforçando o valioso papel dos portais institucionais das bibliotecas, capazes de congregá-las em um único espaço.

Entretanto, “uma série de conhecimentos acumulados sobre como organizar bibliotecas e como tratar informações não está sendo devidamente aproveitada no contexto digital” (PONTES; LIMA, 2012, p. 19). Demanda-se, com isso, deliberação teórica acerca de estruturas como os portais institucionais de bibliotecas e o modo como trabalham o aspecto da organização em seu âmbito.

3 Organização do Conhecimento

A Organização do Conhecimento (OC) representa um campo detido à constituição de modelagens para fins de organização da informação. Objetiva representar conhecimentos a partir de registros documentais, tendo por base as informações neles contidas (RABELLO; GUIMARÃES, 2006). Enquanto processo, aplica-se a unidades do pensamento, ou seja, aos conceitos (BRÄSCHER; CAFÉ, 2010).

Nesses termos, a OC “desenvolve ferramentas que possibilitem a recuperação do conhecimento registrado” (PRET; CORDEIRO, 2019, p. 166). Desse modo, afilia-se principalmente com a Biblioteconomia e Ciência da Informação, no seio da qual desenvolve processos e sistemas (HJØRLAND, 2016). Constitui-se, ainda, como marco teórico-conceitual nessa área (MILANI; GUIMARÃES, 2014/2017).

É assim que, no sentido restrito, a organização do conhecimento volta-se às atividades executadas em bibliotecas, como descrição de documentos, indexação e classificação (HJØRLAND, 2008). A OC é, então, “condição necessária para a organização da informação, ou mais especificamente dos recursos informacionais, sob o aspecto do conteúdo dos mesmos” (PONTES; LIMA, 2012, p. 22).

Mas além desse universo técnico e intelectual da OC, detido ao tratamento da informação, há outro que abrange todas as áreas, que diz respeito à disposição e estruturação destas. Hjørland (2008, p. 86, tradução nossa) explica que, no sentido amplo, OC “é sobre a divisão social do trabalho mental, ou seja, a organização de universidades e outras instituições de pesquisa e ensino superior, a estrutura de disciplinas e profissões, a organização social da mídia, a produção e divulgação e disseminação de “conhecimento” etc”.

O sentido amplo da organização do conhecimento contempla, então, o modo como a realidade é organizada (HJØRLAND, 2008), seja ela em termos laborais, acadêmicos, científicos, disciplinares, processuais ou institucionais. Nele se desdobra a organização social, com ênfase na ordenação das áreas do saber. A OC social fundamenta-se, para tanto, em questões históricas e sociológicas (SILVA, 2012).

Ademais, a organização social do conhecimento “é a prática cotidiana na organização dos seres, na divisão social do trabalho, na sociologia do conhecimento, na sociologia das profissões, das inovações e de tudo mais que nos cerca” (LIMA; ALVARES, 2012, p. 27). É uma ação necessária para sistematização das atividades nesses âmbitos.

A OC em sentido amplo é relevante para a classificação disciplinar (HJØRLAND, 2016). Entretanto, entende-se que se presta também à estruturação de processos, de atividades, de campos científicos, de serviços, entre outros. Sendo que “organizações sociais (divisões de tarefas, ocupação do espaço) tendem a ser traduzidas em sistemas de classificações” (SILVA, 2012, p. 44).

Em suma, a perspectiva social de organização do conhecimento diz respeito a como ele é organizado na sociedade, seja em disciplinas acadêmicas ou mesmo na divisão social do trabalho (HJØRLAND, 2016). Logo, pode ser enxergada na estruturação de conteúdos em portais web e em representações classificatórias de instituições como as universidades, perspectiva do estudo em questão.

A partir da dimensão ampla da organização do conhecimento se estabelecem os meios para a própria organização da informação, ou seja, a dimensão restrita da OC (HJØRLAND, 2016). Há, portanto, uma inter-relação importante entre as duas instâncias, vistas como social e intelectual, posto que o reconhecimento estrutural da disposição das áreas e domínios favorece a classificação e indexação de informações no âmbito das mesmas.

Desse modo, ainda que o fazer biblioteconômico se volte à dimensão intelectual, buscando construir produtos documentários de representação do conhecimento produzido, a dimensão social é muito importante, sobretudo para que se conheça minimamente como o conhecimento está estruturado, isto é, como os campos, domínios, saberes e áreas estão organizados e quais as divisões e agrupamentos neles contemplados.

A utilização integrada da organização social e intelectual do conhecimento pode balizar as ações de representação de acervos tradicionais e mesmo a ordenação de conteúdos digitais. Moura (2018, p. 125), aliás, afirma que “pensar a organização social do conhecimento requer necessariamente refletir sobre os processos da construção de fontes e dos dispositivos de organização da informação”.

Além do que a integração das dimensões social e intelectual permite revisitar as estruturas pré-concebidas na OC social, constituindo melhorias e agregando novos elementos, até mesmo considerando a fluidez e intersecção entre os diversos saberes e ciências. Trata-se, portanto, de um universo aberto a constatações e novas reflexões.

4 Metodologia

A pesquisa caracteriza-se como descritiva de abordagem qualitativa. O universo de investigação foi as bibliotecas das Universidades Federais brasileiras. A amostra, por conveniência, reuniu 28 instituições. Contemplaram-se apenas unidades na modalidade Universidade – excluindo-se institutos e centros – localizadas nas capitais do Brasil, de modo que as federais situadas em cidades do interior não compuseram o plano amostral.

Teve-se como técnica de coleta a observação sistemática sobre os portais institucionais e, como instrumento, a planilha do Excel 2013. Diante disso, os dados coletados foram tabulados e trabalhados a partir de gráficos, quadros e tabelas.

A etapa inicial foi de seleção dos portais institucionais de cada Universidade Federal. Em seguida, cada um deles foi acessado, estabelecendo-se navegação dirigida para fins de observação do propósito do estudo, qual seja, a verificação da organização social do conhecimento em sites das bibliotecas universitárias e o direcionamento feito para as páginas de tais instituições.

Para tanto, a navegação priorizou primeiramente os menus principais dos portais. Contudo, na sequência observou-se cada site por inteiro, a fim de averiguar possíveis links de direcionamento para as bibliotecas em outros pontos. Em cada instância de verificação observou-se a vinculação entre os menus e links aos quais remetiam, com foco sobre os acessos possibilitados ao portal da biblioteca.

5 Análise e interpretação dos dados

A partir da análise sobre os portais institucionais das Universidades Federais brasileiras, percebeu-se que boa parte deles insere e vincula a biblioteca universitária em algum ponto. Considerando a importância do menu principal, pela visibilidade concedida aos itens do site logo no primeiro acesso, buscou-se verificar, inicialmente, em quais instituições a biblioteca está contemplada nesse âmbito. O quadro abaixo descreve as informações encontradas:

Regiões

Universidades

Localização

Biblioteca aparece no menu principal

Nomeada como

Norte

UFAC

Rio Branco (AC)

Sim

Biblioteca Central

UFAM

Manaus (AM)

Não

Não aparece

UFPA

Belém (PA)

Sim

Biblioteca

UFRR

Boa Vista (RR)

Sim

Biblioteca

UFT

Palmas (TO)

Sim

Bibliotecas

UNIFAP

Macapá (AP)

Não

Não aparece

UNIR

Porto Velho (RO)

Sim

Biblioteca

Nordeste

UFAL

Maceió (AL)

Não

Não aparece

UFBA

Salvador (BA)

Sim

Sistema de Bibliotecas

UFC

Fortaleza (CE)

Sim

Serviços da Biblioteca Universitária

UFMA

São Luís (MA)

Não

Não aparece

UFPE

Recife (PE)

Sim

Biblioteca

UFPB

João Pessoa (PB)

Sim

Bibliotecas

UFPI

Teresina (PI)

Não

Não aparece

UFRN

Natal (RN)

Sim

Bibliotecas

UFS

São Cristóvão (SE)

Sim

Bibliotecas

Centro-Oeste

UFG

Goiânia (GO)

Sim

Biblioteca

UFMS

Campo Grande (MS)

Sim

Biblioteca

UFMT

Cuiabá (MT)

Não

Não aparece

UnB

Brasília (DF)

Sim

Biblioteca Central

Sudeste

UFES

Vitória (ES)

Sim

Bibliotecas

UFMG

Belo Horizonte (MG)

Sim

Bibliotecas

UNIFESP

São Paulo (SP)

Não

Não aparece

UFRJ

Rio de Janeiro (RJ)

Sim

Bibliotecas

UNIRIO

Rio de Janeiro (RJ)

Sim

Biblioteca Central

Sul

UFPR

Curitiba (PR)

Sim

Bibliotecas

UFRGS

Porto Alegre (RS)

Sim

Bibliotecas

UFSC

Florianópolis (SC)

Sim

Biblioteca

Como se observa no quadro acima, em 21 portais institucionais a biblioteca universitária está presente no menu principal. Em sete, contudo, não aparece. Possibilita-se, assim, na grande maioria dos sites, que o usuário localize e acesse a página e os produtos e serviços da biblioteca – cada vez mais ofertados nesse meio (BRITO; PINHO NETO, 2019) – de modo rápido, na medida em que consegue visualizá-la assim que acessa o portal da universidade.

Essa facilidade de acesso representa um ganho para a difusão da Universidade junto à comunidade externa que não acessa frequentemente seu site e pode, em uma rápida navegação, se direcionar para sua biblioteca com vistas a resolver alguma demanda informacional. Contudo, os sete casos em que o menu não traz link algum para a biblioteca universitária precisam ser revistos. Afinal, acabam por inviabilizar o manuseio e navegação em um canal online de enorme relevância, que concede acesso a inúmeras fontes de informação e presta variados serviços nesse âmbito, sobretudo direcionando para a confiável ferramenta de armazenamento, busca e recuperação que é o catálogo (SOUSA; FUJITA, 2012).

Posteriormente, buscou-se verificar de que modo a biblioteca é nomeada no menu principal do portal da Universidade, no que se observou como designação:

Conforme o gráfico acima, as designações “Biblioteca” ou “Bibliotecas” são as mais comuns nos portais das universidades federais, presentes em instituições de todas as regiões do país. Também há um número significativo nos quais a biblioteca universitária não aparece no menu principal, como já demonstrado. Em menor quantidade, surgem nomeações indicativas dos serviços desta, do sistema de bibliotecas ou da unidade central deste.

Há que se atentar que um rótulo designativo como sistema de bibliotecas acaba por demonstrar uma estrutura expressiva, a congregar várias unidades de informação. A caracterização enquanto biblioteca ou mesmo biblioteca central torna-se, nesse sentido, mais reducionista. Ainda que pareça algo irrisório, é sim um aspecto relevante a ser observado, posto que reflete a organização ou classificação social (SILVA, 2012) de uma unidade de informação que precisa ser visível no amplo contexto da universidade.

Logo, um nome breve e rápido como “biblioteca” pode ser mais facilmente enxergado e compreendido pelos usuários. Nesse ponto, a maioria dos portais institucionais analisados está de acordo. Contudo, é importante destacar, mais uma vez, o expressivo número de sites nos quais a biblioteca universitária não está contemplada no menu principal. Essa situação concorre para a invisibilidade dessa relevante instituição e tolhe o acesso ao saber que ela congrega, organiza e dissemina, ainda mais ao se considerar que o portal desse tipo de unidade de informação hospeda-se em sites institucionais (BRITO; PINHO NETO, 2019), o que demanda uma visibilidade mínima.

Além do modo como a biblioteca é nomeada no menu principal, a quantidade de vezes em que aparece nesse ponto também foi observada. O gráfico a seguir demonstra os percentuais:

Como indica o gráfico acima, em sete portais (25%) não há qualquer link para a biblioteca no menu principal, o que dificulta a sua recuperação, como anteriormente discutido. Observa-se que dos 21 restantes, um total de 20 (71,4%) sinaliza a biblioteca universitária apenas uma vez no menu principal. Somente um (3,5%) a destaca duas vezes, com vínculos diferentes. Trata-se do portal da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. No caso desta, pode-se afirmar que há uma preocupação em viabilizar a localização da biblioteca, na medida em que lhe destaca em dois pontos distintos do menu principal.

Um adendo fundamental diz respeito ao contexto ao qual se deteve o presente estudo. Isto é, analisou a disposição existente no portal institucional de cada Universidade federal, considerando as atividades presentes e que refletem sua organização em termos amplos (HJØRLAND, 2016). Questões organizacionais internas, de cunho gerencial planificado, não foram consideradas. Estas podem também influir na organização social estabelecida nos sites acadêmicos, mas poderão ser abordadas em outras pesquisas, já que aqui não foi esse o foco.

Ainda com relação ao menu principal dos portais institucionais, verificou-se se a biblioteca universitária é um dos itens deste, aparecendo de modo individualizado ou subordinado a outro tópico. O gráfico abaixo apresenta o quantitativo:

Como explicita o gráfico acima, além do grande número de portais nos quais a biblioteca universitária não figura no menu principal – 25% segundo indicado no gráfico 1 –, em seis deles (21,4%) essa unidade está destacada como um tópico independente, e em 15 (53,5%) surge subordinada a outro item. Trata-se, portanto, de um pequeno percentual a dar grande destaque para a biblioteca como um item próprio e sem subordinações no menu, favorecendo sobremaneira a visibilidade e o acesso digital a ela.

Deve-se ressaltar que um dos seis casos nos quais a biblioteca é apresentada como tópico independente no menu é o da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, que também surge vinculada ao tópico “Serviços”. Assim, possibilita-se que seja enxergada em destaque e também de modo subordinado, enquanto um dos serviços que a instituição oferece. Mas, em ambas as ocasiões, aparece no menu principal. Essa instituição demonstra preocupação de controlar e arquitetar a estrutura informacional web representada pelos portais institucionais (PONTES JUNIOR; CARVALHO; AZEVEDO, 2013) de modo mais intensivo que as demais.

Quanto ao item ao qual a biblioteca aparece vinculada no menu principal, tem-se que:

Constatou-se, conforme retrata o gráfico 4, que as bibliotecas universitárias são em sua maioria (6) vinculadas junto ao tópico denominado “Serviços” (21,4%). Em seguida, destacam-se subordinações aos itens “Estrutura”, de cinco delas (17,8%), e “Pesquisa”, de duas outras (7,1%).

A ligação no menu principal junto ao tópico “Serviços” demonstra uma associação prática e funcional da biblioteca universitária, que enfatiza sua função e o papel que cumpre na Universidade. Situação semelhante indica a vinculação com o tópico “Pesquisa”, que sinaliza para um forte aspecto fomentado pela biblioteca no âmbito acadêmico.

Diferentemente dos tópicos “Serviços” e “Pesquisa”, o vínculo junto ao item “Estrutura” delimita a biblioteca universitária enquanto parte da Universidade, ressaltando o pertencimento da primeira a essa última. Além disso, apesar de insurgirem em menor número, itens como “Institucional”, “Sobre a Universidade”, “Universidade” e “Viver a UFPE” sinalizam também para uma associação corporativa da biblioteca. Isto é, para uma ligação direta e oficial desta com a universidade e aquilo que representa enquanto órgão da mesma.

Tem-se, então, uma organização social do conhecimento predominantemente utilitária, que evidencia o aspecto operacional da biblioteca universitária no Brasil. Logo, a visão central que se passa aos usuários durante a navegação nos portais das universidades públicas federais brasileiras é que suas bibliotecas universitárias são aparatos materiais de ordem prática. Representam um dos serviços que a academia dispõe, um dos elementos de sua estrutura, ou mesmo, um dos agentes de apoio à pesquisa.

Contudo, a biblioteca universitária está além dessa associação irrestrita aos serviços que a universidade disponibiliza. Também é mais do que um de seus componentes ou um agente de auxílio à pesquisa. Está, na verdade, fortemente atrelada ao desenvolvimento científico, tecnológico, cultural e social do universo acadêmico (NUNES; CARVALHO, 2016), de modo que permeia instâncias várias. Sua inserção independente nos menus, como um item próprio, poderia ser uma alternativa.

Outro aspecto averiguado foi o direcionamento dado a partir do tópico representativo de biblioteca universitária no menu principal. Assim, constatou-se que, ao clicar, resultava-se nos seguintes acessos:

A página do Sistema de Bibliotecas, conforme o gráfico 5, é o direcionamento mais comum dado a partir do menu principal dos sites, que aparece em oito portais institucionais (28,5%) no momento do clique. Em seguida, vem a página da própria Biblioteca, que surge em sete portais (25%).

Deve-se ressaltar os casos em que não há direcionamento para a biblioteca ou mesmo para o sistema de bibliotecas (25%) e, por fim, aqueles nos quais o que se acessa a partir menu principal é uma página com informações descritivas, não um portal próprio da biblioteca universitária. É o caso de seis ou 21,4% dos sites. Essa situação demonstra total falta de ênfase nas bibliotecas universitárias, privando os usuários da navegação direta em suas páginas individuais em busca de serviços e produtos específicos.

Ao verificar outros tópicos de destaque para a biblioteca universitária nos portais institucionais das universidades, além do menu principal, obteve-se o seguinte cenário:

Universidades

Quantidade de vezes que a biblioteca aparece em outro ponto do site

Menus/itens em que a biblioteca aparece

UFAC

0

UFAM

0

UFPA

0

UFRR

0

UFT

1

Gestão

UNIFAP

1

Ambiente Acadêmico

UNIR

0

UFAL

1

Universidade Federal de Alagoas

UFBA

1

Estudantes

UFC

2

Destaques na UFC; Saiba mais

UFMA

2

Acesso Rápido; Núcleo

UFPE

0

UFPB

0

UFPI

1

A UFPI

UFRN

0

UFS

0

UFG

2

Ser UFG; Serviços

UFMS

1

Conheça a UFMS

UFMT

1

Serviços

UnB

2

Acesso Rápido; Outras Unidades

UFES

1

Acesso Rápido

UFMG

1

Serviços

UNIFESP

0

UFRJ

0

UNIRIO

0

UFPR

1

Sítios da UFPR

UFRGS

0

UFSC

0

Como demonstra a tabela 1, quatro portais (UFC, UFMA, UFG e UnB) destacam a biblioteca duas vezes em tópicos distintos. Sendo que, no caso da UFMA, não há qualquer sinalização para a mesma no menu principal. Já a UFC, a UFG e a UnB possibilitam, além desse canal, outros dois ao longo do site, completando três tópicos de acesso à biblioteca universitária.

Em outros dez portais há uma única sinalização para a biblioteca fora do menu principal, sendo em quatro deles apenas essa a possibilidade de acesso. Em 14 sites não há direcionamento para essa unidade em outro ponto do portal. Assim sendo, boa parte das instituições enfatiza a biblioteca universitária no mínimo em uma ocasião: seja no menu principal, seja em outro ponto do site.

Entretanto, considerando os casos em que o menu principal não direciona para a biblioteca (UNIFAP, UFAL, UFMA, UFPI, UFMT), assim como aqueles em que também não há qualquer outro ponto sinalizando para a mesma (UFAM e UNIFESP), tem-se um problema de ordem prática, que diz respeito à acessibilidade a essa unidade de informação, mas também um tanto crítica no que diz respeito à organização social desta. Isso porque essa organização simplesmente não existe. Nesse sentido, corrobora-se com a invisibilidade da biblioteca universitária ao mesmo tempo em que se concede a ela uma associação sem consistência para sua localização indutiva.

6 Considerações Finais

A pesquisa buscou analisar a representatividade da organização social do conhecimento em portais institucionais de universidades, para localização das bibliotecas universitárias. Constatou-se que tais unidades são organizadas socialmente como serviço, estrutura ou agente de apoio à pesquisa nas Universidades.

Nessa medida, a organização social do conhecimento no contexto universitário dimensiona as bibliotecas como elemento utilitário, operacional e de ordem prática. Assim, socialmente, as bibliotecas universitárias são enquadradas de modo funcional e corporativo às universidades das quais fazem parte.

Ademais, observou-se situações nas quais simplesmente a biblioteca universitária não consta no portal acadêmico-institucional da universidade. Ou ainda, ocasiões em que um único tópico direciona para essa unidade de informação. Ao mesmo tempo em que alguns sites contemplam uma organização ainda que mínima para a biblioteca, com variações de vínculo, outros não demonstram qualquer possibilidade nesse sentido.

Logo, o pressuposto de que as bibliotecas universitárias são dispostas de modo distinto nos vários portais e sem padronização interna no âmbito de cada site foi, assim, confirmado. Envida, em alguma medida, revisão dessa prática de organização social do conhecimento no espaço web das instituições, especialmente no contexto acadêmico, que lida diretamente com o saber e as condições para que seja produzido, tratado e disseminado.

Estudos futuros podem se dedicar à compreensão da organização social do conhecimento no âmbito dos próprios portais das bibliotecas universitárias como forma de constatar o que é enfatizado em tais estruturas web. Além disso, abre-se a possibilidade para investigação dos elementos administrativo-gerenciais que concorrem para uma determinada associação e vinculação da biblioteca no portal da Universidade.

Referências:

BRÄSCHER, Marisa; CAFÉ, Lígia. Organização da Informação ou Organização do Conhecimento? In: LARA, Marilda Lopes Ginez de; SMIT, Johanna Wilhelmina. Temas de pesquisa em Ciência da Informação no Brasil. São Paulo: Escola de Comunicações e Artes/USP, 2010. p. 87-103.

BRAZ, Márcia Ivo; CARVALHO, Evanise Souza de. Práticas em tratamento temático da informação: interfaces de ensino e aprendizagem. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 13, n. esp. CBBD 2017.

BRITO, Raissa Carneiro de; PINHO NETO, Júlio Afonso Sá de. Análise da representação da informação nos portais de bibliotecas universitárias. In: NEVES, Dulce Amelia de Brito; SANTOS, Raimunda Fernanda dos; GUIMARÃES, Ítalo José Bastos (Orgs.). Práticas e reflexões sobre a representação da informação em cenários informacionais. São Leopoldo: Editora Karywa, 2019. p. 65-83.

HJØRLAND, Birger. Knowledge organization (KO). Knowledge Organization, v. 43, n. 6, p. 475-484, 2016.

HJØRLAND, Birger. What is Knowledge Organization (KO)? Knowledge Organization, v. 35, n. 2-3, p. 86-101, 2008.

LIMA, José Leonardo Oliveira; ALVARES, Lillian. Organização e representação da informação e do conhecimento. In: ALVARES, Lillian (Org.). Organização da informação e do conhecimento: conceitos, subsídios interdisciplinares e aplicações. São Paulo: B4 Editores, 2012. p. 21-47.

LOPES, Marili Isensee; SILVA, Edna Lúcia da. A Internet e a busca da informação em comunidades científicas: um estudo focado nos pesquisadores da UFSC. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 12, n. 3, p. 21-40, set./dez. 2007.

LUBISCO, Nídia M. L.; SOUSA, Flávia Bulhões de. Avaliação dos cursos de graduação da Universidade Federal da Bahia: a biblioteca universitária em foco, de 2010 a 2017. RICI: Revista Ibero-Americana de Ciência da Informação, Brasília, v. 12, n. 3, p. 665-701, set./dez. 2019.

MILANI, Suellen Oliveira; GUIMARÃES, José Augusto Chaves. Problemas relacionados a Biases em Sistemas de Organização do Conhecimento: perspectivas pra a Representação de Assunto. Iris – Informação, Memória e Tecnologia, Recife, v. 3, n. especial, p. 72-92, 2014/2017.

MOREIRO GONZÁLEZ, José Antonio. Los sistemas de acceso y recuperación de la información. In: MOREIRO GONZÁLEZ, José Antonio. Conceptos introductorios al estudio de la información documental. Lima: Fondo Editorial de la Pontificia Universidad Católica del Perú; Salvador: EDUFBA, 2006. p. 61-119.

MORIGI, Valdir José; SOUTO, Luzane Ruscher. Entre o passado e o presente: as visões de biblioteca no mundo contemporâneo. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 10, n. 2, p. 189-206, jan./dez 2005.

MOURA, Maria Aparecida. Organização social do conhecimento e performatividade de gênero: dispositivos, regimes de saber e relações de poder. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 14, n. 2, p. 118-135, nov. 2018.

NUNES, Martha Suzana Cabral; CARVALHO, Kátia de. As bibliotecas universitárias em perspectiva histórica: a caminho do desenvolvimento durável. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 21, n. 1, p. 173-193, jan./mar. 2016.

PONTES, Flavio Vieira; LIMA, Gercina Ângela Borém de Oliveira. A organização do conhecimento em ambientes digitais: aplicação da teoria da classificação facetada. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 17, n. 4, p. 18-40, out./dez. 2012.

PONTES JUNIOR, João de; CARVALHO, Rodrigo Aquino de; AZEVEDO, Alexander William. Da recuperação da informação à recuperação do conhecimento: reflexões e propostas. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 18, n. 4, p. 2-17, out./dez. 2013.

PRET, Raquel Luise; CORDEIRO, Rosa Inês de Novais. A influência dos estudos semânticos no processo da indexação. In: BARROS, Thiago Henrique Bragato; TOGNOLI, Natalia Bolfarini (Orgs.). Organização do conhecimento responsável: promovendo sociedades democráticas e inclusivas. Belém: Ed. da UFPA, 2019. p. 166-175.

RABELLO, Rodrigo; GUIMARÃES, José Augusto Chaves. A relação conceitual entre conhecimento e documento no contexto da Organização do Conhecimento: elementos para uma reflexão. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 7., 2006, Marília. Anais[...]. Marília, 2006. p. 1-16.

ROSSI, Tatiana; COSTA, Marília Damiani; PINTO, Adilson Luiz. Competências requeridas aos bibliotecários na prestação de serviços de informação em bibliotecas universitárias. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 19, n. 1, p. 111-123, jan./jun. 2014.

SANTA ANNA, Jorge; COSTA, Maria Elizabeth de Oliveira. A redefinição da biblioteca universitária à luz dos paradigmas da Biblioteconomia e Ciência da Informação: um estudo de caso. Ciência da Informação em Revista, Maceió, v. 4, n. 3, p. 40-57, set./dez. 2017.

SILVA, Eduardo Graziosi; BOCCATO, Vera Regina Casari. Avaliação do uso de catálogos coletivos de bibliotecas universitárias pela perspectiva sociocognitiva do usuário. TransInformação, Campinas, v. 24, n. 1, p. 5-18, jan./abr. 2012.

SILVA, Patrícia Nunes da. Organização Social do Conhecimento: um estudo no contexto das universidades federais brasileiras. 2012. 143 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Faculdade de Ciência da Informação, Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

SOUSA, Brisa Pozzi de; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes. Do catálogo impresso ao on-line: algumas considerações e desafios para o bibliotecário. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 17, n. 1, p. 59-75, jan./jun. 2012.

UNIVERSITY LIBRARIES AND SOCIAL ORGANIZATION OF KNOWLEDGE: AN ANALYSIS OF THE INSTITUTIONAL SITES OF BRAZILIAN UNIVERSITIES

Lais Pereira de Oliveira

ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9092-4204

Docente do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás (UFG)

Doutoranda em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP)

laispereira2@yahoo.com.br

Fonte: Elaborado pela autora (2019).

Quadro 1 - Localização da biblioteca universitária no menu principal do portal.

Fonte: Elaborado pela autora (2019).

Gráfico 1 - Designação da biblioteca universitária no menu principal do portal.

Gráfico 2 - Quantidade de vezes em que a biblioteca universitária aparece no menu principal do portal

Fonte: Elaborado pela autora (2019).

Gráfico 3 - Forma como a biblioteca universitária aparece no menu principal do portal

Fonte: Elaborado pela autora (2019).

Gráfico 4 - Item ao qual a biblioteca universitária está vinculada, no menu principal.

Fonte: Elaborado pela autora (2019).

Gráfico 5 - Direcionamento dado a partir do menu principal.

Fonte: Elaborado pela autora (2019).

Tabela 1 - Outros tópicos de destaque para a biblioteca universitária nos portais institucionais.

Fonte: Elaborado pela autora (2019).

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil.

ISSN: 2525-7935

Bases de Dados e Diretórios