Efeito do pH na capacidade máxima de remoção de cobre por zeólita natural

Leticia Cristina Souza, Karine Sousa Carsten Borges, Mari Lucia Campos, David José Miquelluti, Cristian Berto da Silveira, Vitor Alves Rita, Joao Paulo Pereira

Resumo


Zeólitas naturais são materiais adsorventes eficientes e com baixo custo para remoção de metais pesados em
relação aos métodos convencionais. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do pH na capacidade
máxima de remoção de cobre (Cu+2) por zeólita natural disponível na região do planalto catarinense (zeólita
basalto - ZB) comparando sua eficiência com uma zeólita comercial importada de cuba (ZC). A capacidade
de troca de cátions das zeólitas foi determinada pelo método de saturação por amônio. A densidade de partículas
foi feita através do método do balão volumétrico. O efeito do pH na remoção foi avaliado a pH 3,0; 4,0
e 5,0 (À0,2) e concentrações iniciais de 10 mg L-1 e 180 mg L-1. A capacidade máxima de remoção de Cu+2
foi avaliada em pH 3,0; 4,0 e 5,0 e concentrações iniciais de 10, 30, 60, 90, 180 e 270 mg L-1. A quantificação
do teor de Cu+2 foi realizada por espectrofotometria de absorção atômica com sistema de atomização por
chama do tipo ar-acetileno. Para a construção das isotermas foi utilizado regressão polinomial e no teste de
médias da porcentagem removida de Cu+2 em diferentes valores de pH foi utilizado Scott-Knott a 5% de significância.
A ZC apresentou capacidade de troca de cátions 40% superior a ZB, porém isso não se refletiu na
capacidade de remoção. Houve efeito do pH somente para ZC na menor concentração adicionada. A capacidade
máxima de remoção foi de 2662 mg kg-1 para ZB e 2759 mg kg-1 para ZC em pH 5,0. A capacidade
máxima de remoção de Cu+2 para ZB é semelhante ao da ZC. A ZB pode ser utilizada na remoção de metais
em efluentes industriais e laboratoriais com baixo custo.


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