Caracterização experimental da relação momento-rotação de ligação viga-pilar em concreto pré-moldado

Maria Angela Simões Hadade, Bruna Catoia, Marcelo de Araujo Ferreira, Roberto Chust Carvalho

Resumo


No presente artigo, apresenta-se o resultado de uma investigação experimental sobre o comportamento semirrígido
de ligações típicas viga-pilar em estruturas pré-moldadas de concreto armado, projetadas para resistir
ao momento fletor negativo por meio de armadura de continuidade solidarizada no local passante em bainhas
corrugadas com preenchimento de graute em pilar central. O programa experimental envolveu 6 ensaios de
protótipos cruciforme de ligações viga-pilar em escala real, onde o detalhamento da armadura negativa foi
mantido igual para todos os modelos, mas variou-se o detalhamento das ligações positivas n o apoio da viga
sobre o consolo, sendo 2 modelos com almofadas de elastômero e chumbadores verticais, 2 modelos com
junta grauteada e chumbadores verticais e 2 modelos com chapas soldadas positivas. Com base nos resultados
experimentais, observou-se que o detalhamento na ligação positiva apresentou influência secundária sobre
a rigidez secante negativa da ligação viga-pilar, onde a rigidez média obtida nos modelos com chapas
soldadas foi cerca de 11% superior à rigidez média obtida nos modelos com almofadas de elastômero. Portanto,
pode-se concluir que a rigidez secante negativa é fortemente associada com o mecanismo de deformação
por alongamento da armadura negativa, com escorregamento aço-concreto nas posições fissuradas da
região da ligação anterior ao escoamento da armadura, com intensificação deste mecanismo com a abertura
na interface viga-pilar a partir do arrancamento parcial de graute de preenchimento na bainha corrugada.
Considerando uma viga de concreto armado com rigidez secante (EcI)sec = 0,5EcI e comprimento virtual L =
12h (h = altura da viga), obteve-se um coeficiente médio de engastamento parcial em torno de 65%.
Palavras-chave: Estruturas pré-moldadas, ligações viga-pilar, rigidez, metodologia experimental.

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