Avaliação do emprego de casca de eucalipto na biossorção de hidrocarbonetos leves de petróleo contaminante em corpos hídricos simulados

Autores

  • Ricardo Adriano Dorledo de Faria
  • Renata Braga Soares
  • Christianne Garcia Rodrigues

Resumo

A contaminação de corpos hídricos por petróleo e seus derivados tem sido um dos principais problemas ambientais
da atualidade e causa prejuízos diversos, como o desequilíbrio ecológico pelos danos à fauna e flora
e a redução da disponibilidade de luz solar no meio aquático. Diante desse contexto, este trabalho propôs o
emprego de casca de eucalipto para a eliminação de hidrocarbonetos leves de petróleo (gasolina comercial do
tipo C) contaminantes em ambientes simulados de água doce e água salgada. Para tanto, foi verificada a capacidade
de a casca adsorver compostos orgânicos quando submetida ao contato com os corantes amarelo
tartrazina, rodamina B e azul de metileno, tendo os dois últimos confirmado a afinidade química do biomaterial
com compostos de carbono. Em seguida, na adsorção de hidrocarbonetos leves da solução contaminante
simulada, foram avaliadas as influências: da granulometria da biomassa, pela qual se observou a tendência de
melhor adsorção com o menor tamanho de partícula do material, a temperatura do corpo hídrico, que não
afetou consideravelmente a capacidade de adsorção, e o tempo de reação, que beneficiou a biossorção em
ambiente de água doce e desfavoreceu quando a biomassa esteve em contato com água salgada. Além disso,
numa comparação da casca de eucalipto com outros adsorventes comerciais (carvão ativo, vermiculita e terra
diatomácea), essa teve capacidade de adsorção superior aos demais, mostrando-se ser um material promissor
para a descontaminação de águas contendo hidrocarbonetos de petróleo.
Palavras-chave: Casca de eucalipto, biossorção, petróleo

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Publicado

2019-06-06

Edição

Seção

Artigos