Desenvolvimento de espumas vítreas a partir de garrafa e casca de ovo

Fabrício Ravanello Mariosi, Rubens Camaratta, Fernando Machado Machado, Luiz Fernando Rodrigues Jr

Resumo


Este trabalho tem como foco a produção de espumas vítreas a partir de materiais reciclados, fazendo uso de
matéria-prima de fácil acesso local e alta incidência no mercado: garrafas de cerveja não retornáveis e casca
de ovo, como agente espumante. Para tanto, investigou-se a influência da temperatura de queima, da granulometria
do vidro precursor e do percentual de agente espumante na expansão volumétrica dos corpos cerâmicos.
Esses foram formulados com 3% e 5% em massa de agente espumante, utilizando vidros com granulometrias
padronizadas por peneiras mesh #100, #200 e #325, conformados em uma prensa uniaxial com 40
MPa. Os corpos de prova foram queimados nas temperaturas de 700 ºC, 800 ºC e 900 ºC com taxa de 2,5
ºC/min. As espumas vítreas foram avaliadas por sua expansão volumétrica, densidade, diâmetros de poros e
análise de difração de raios- X (DRX). Verificou-se grande importância da granulometria do vidro e temperatura
de queima na formação da fase vítrea ideal para favorecimento da expansão volumétrica das espumas
vítreas. O percentual de agente espumante influenciou na expansão, de modo que com 3% de agente espumante
se obteve os maiores valores de expansão volumétrica. Fases cristalinas foram observadas nas amostras
queimadas a 800 °C e 900 °C como sinal de desvitrificação.
Palavras-chave: Casca de ovo, expansão volumétrica, espumas vítreas.

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