Influência do choque térmico por resfriamento brusco do concreto após exposição a elevadas temperaturas em simulação de incêndio

Adenilson Roberto Coelho, Geórgia Cristina Roveda Campos, Carine Cardoso dos Santos, Helena Ravache Samy Pereira, Tássia Furlaneto

Resumo


Em situações de diferença abrupta de temperatura, como os incêndios, as estruturas devem suportar ao choque térmico. Portanto, esse artigo tem como objetivo avaliar o comportamento do concreto submetido às elevadas temperaturas e o posterior resfriamento brusco. Para isso analisou-se este efeito nas resistências características com fck de 25, 35 e 40MPa. As análises observaram as perdas de resistência, coloração e presença de fissuras nos concretos. Para isso, os corpos de prova foram submetidos às temperaturas de 300, 600, 900 e 1200ºC durante 90 minutos e depois resfriados. As resistências características de compressão dos corpos de prova foram comparadas ao concreto de referência e aos dados da bibliografia, obtendo-se a perda de resistência dos concretos resfriados bruscamente. Os resultados obtidos mostram que os concretos com fck de 35 e 40MPa apresentam maior perda de resistência quando comparados ao concreto com fck de 25MPa. Entretanto, nas temperaturas de 900 e 1200ºC, o percentual de perda é igual ao concreto com fck de 25MPa. Isso remete ao fato, de que quanto mais resistente for o concreto, e submetido à variação de temperatura, maior será a perda percentual e a incidência do surgimento de fissuras quando aquecido e resfriado. Palavras-chave: Temperatura. Incêndio. Resfriamento. Resistência. Concreto. Fissuras.

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