A língua como elemento político crucial na construção do estado tchecoslovaco

Flávio Rodrigues Barbosa

Resumo


Nosso artigo aborda o papel da língua materna como elemento político central nos conflitos que legitimaram o direito à autodeterminação de pequenas nações eslavas. Como exemplos, ilustram-se os casos da República Tcheca e da República da Eslováquia, através do alvorecer de seus movimentos culturais nacionalistas, durante os séculos XVIII e XIX. São estudadas e problematizadas algumas das principais teorias políticas, justificadoras dos estados-nacionais, que exerciam profundas influências nos círculos intelectuais desse período. Dessa forma, são discutidos os conceitos de nação, língua e os respectivos elementos que legitimam o direito de uma determinada nação se expressar através de um estado próprio. Os elementos teóricos discutidos são, então, contrastados com o itinerário histórico seguido pelo processo de imaginação e construção do estado binacional tchecoslovaco. Como o foco deste trabalho se faz sobre o papel político e central da língua, abordamos duas das três gerações de movimentos nacionalistas. As razões se justificam pelo fato de serem os dois primeiros grupos compostos, em sua maioria, por filólogos, linguistas, historiados, poetas e jornalistas que levaram à cabo, durante sua fase de atuação, a missão de redescobrir suas histórias culturais, (re)codificar suas línguas e legitimar o direito de reconhecimento político de suas nações. 


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