Elogio do anacronismo
para os andróginos de Ismael Nery
Palabras clave:
Arte, Modernidade, Tempo, Anacronismo, AndroginiaResumen
“Por que fazer o elogio do anacronismo quando se é historiador?” — perguntou Loraux. O anacronismo, que já foi o pecado dos historiadores, hoje se impõe. Numa abordagem inspirada por alguns filósofos contemporâneos, tais como Agamben, Rancière e Didi-Huberman, que instigam em nosso pensamento uma nova concepção de tempo, este artigo desenvolve argumentos para demonstrar que Ismael Nery (1900-1934), o “artista maldito” do modernismo brasileiro, pode ser tomado como um artista anacrônico, pelo fato de configurar montagens temporais em sua arte (pintura, desenho e poesia) para expressar um dos princípios de seu sistema filosófico: a abstração do tempo e do espaço. A arte de Ismael apresentou-se como universal, mística e espiritual, o que o deixou fora do seu tempo, ou melhor, fora da estética da representação chamada para dar visibilidade aos temas do nacional.Descargas
Los datos de descargas todavía no están disponibles.
Descargas
Publicado
2026-03-29
Número
Sección
Artigos
Licencia
Derechos de autor 2025 Topoi. Revista de História

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.