Celebridade e política do nome próprio

a historicidade do renome em Machado de Assis

Autores

  • Raquel Campos Universidade Federal de Goiás

Palavras-chave:

Literatura brasileira, Contos, Reputação

Resumo

Respondendo ao convite inscrito no título de “Um homem célebre”, procura-se discutir o conto machadiano à luz do problema da historicidade da celebridade. Longe de ter sempre existido ou de ser um fenômeno atualíssimo, a celebridade – mostrou Antoine Lilti – é uma nova forma do renome, nascida na segunda metade do século XVIII em um contexto de crise das sociedades aristocráticas e de abertura do espaço público. Tal perspectiva conduz a aproximar a história do maestro Pestana não dos demais contos de temática musical, mas de “Fulano”, narrativa sobre um autêntico perito na arte da autopromoção, praticante de uma verdadeira “política do nome próprio”. Por meio da análise desses dois contos e da comparação de Pestana e Fulano com algumas das personagens machadianas obcecadas com a glória – Brás Cubas, o pai de Janjão (“Teoria do medalhão”) e Santos (Esaú e Jacó) – busca-se demonstrar a existência, em Machado de Assis, de uma reflexão sobre a historicidade do renome.

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Publicado

2026-03-29

Edição

Seção

Artigos