"O eterno fascismo italiano" e a resistência dos romances de Ignazio Silone, Carlo Levi e Vasco Pratolini

Autores

  • Gabriela Betella Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"

Palavras-chave:

Carlo Levi, Ignazio Silone, Memória, Antifascismo, Vasco Pratolini

Resumo

Silone, Levi e Pratolini são escritores especialmente citados pela postura antifascista na atividade política e na atitude literária. Três de suas principais narrativas representam experiências de contato com as desigualdades agravadas durante o regime, além de retratarem aspectos nefastos no comportamento autoritário dos representantes do Estado fascista. Publicados antes e depois da Segunda Guerra, com enredos cobrindo períodos que vão dos anos de 1920 aos de 1930, Fontamara (1933), Cristo si è fermato a Eboli (1945) e Cronache di poveri amanti (1947) compõem quadros camponeses e urbanos comprometidos com a população esquecida do sul do país e com as pessoas amedrontadas em plena irrupção do terror. Há uma tarefa intelectual de revirar o passado para explicar o presente, estabelecer uma posição, defender a verdade e oferecer uma solução estética para a expressão dela. Os filmes baseados nos romances, aos quais dedicamos uma breve digressão, deram continuidade à proposta e conseguiram problematizar as visões sobre os anos que se seguiram ao fascismo.

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Publicado

2026-03-29

Edição

Seção

Artigos