Silenciamentos sobre gênero na historiografia brasileira

Inquisição e feitiçaria na América portuguesa

Autores

  • Camila Marchesan Cargnelutti UFSM - Universidade Federal de Santa Maria
  • Marcus Vinicius Reis Gomes

Palavras-chave:

Gênero, Feitiçaria, Historiografia Brasileira

Resumo

Desde a publicação de "A feiticeira", de Jules Michelet, o campo de estudos referente ao fenômeno da caça às bruxas ganhou maior evidência entre os pesquisadores e, principalmente, uma profundidade analítica marcada pela diversidade de interpretações, posicionamentos e argumentos teóricos. Em contrapartida, ao tratar do contexto de renovação das pesquisas sobre a feitiçaria no Brasil, destacando, por exemplo, os “estudos sobre gênero e sexualidade [que] também imprimiu sua marca sobre o tema da feitiçaria”, Laura de Mello e Souza referenciou, em 2009, somente pesquisas estrangeiras. Destacou, por exemplo, as análises de Linda C. Hults, publicadas em "The Witch as Muse". Este artigo pretende, assim, problematizar a produção historiográfica brasileira acerca da feitiçaria e da religiosidade, destacando as principais vertentes, teorias e metodologias utilizadas pelos historiadores. Busca-se questionar, a partir de algumas críticas tecidas por pesquisadoras do gênero vinculadas ao tema da caça às bruxas, até que ponto a historiografia no Brasil tem se atentado para as relações de gênero como aspecto fundamental para a compreensão desse objeto de estudo.

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Publicado

2026-03-29

Edição

Seção

Artigos