“Dispensamos o suplicante in defectu coloris”

em torno da cor nos processos de habilitação sacerdotal no bispado do Rio de Janeiro (1702-1745)

Autores

  • Anderson Oliveira UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Escravidão, Catolicismo, Clero secular

Resumo

A dispensa do “defeito da cor”, proferida em benefício dos descendentes de escravos e africanos, tornou-se expressão corrente nos processos de habilitação ao clero secular ao longo do século XVIII. No entanto, seu emprego não foi natural e desprovido de sentido específico. A padronização das dispensas implicou a definição de um vocabulário que foi estabelecido a partir da experiência dos agentes eclesiásticos no contexto de uma sociedade escravista perpassada pelos valores de uma cultura política de Antigo Regime. Desse modo, a expressão passou a representar uma visão sobre as classificações sociais com base na cor e possíveis concepções sobre as origens relacionadas à escravidão.

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Publicado

2026-03-29

Edição

Seção

Artigos