A “Inscrição do Harém” de Xerxes (XPf)

introdução crítica, tradução de XPf/OP para o português, comparação com XPf/AB e comentários

Autores

  • Matheus Treuk State University of Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Xerxes

Resumo

Introdução No âmbito da expedição do Oriental Institute of Chicago em Persépolis, liderada por Ernst Herzfeld, foi descoberta, em 3 de novembro de 1931, uma inscrição em persa antigo, gravada em uma pedra de dimensões 52x58x11 cm, sob os muros da fundação do Palácio Sudeste (o chamado “harém” de Xerxes; ver discussão abaixo) (MOUSAVI, 2020, p. 74). A descoberta se deu a partir da sugestão do arquiteto da expedição, Friedrich Kefter, de renovar uma parte da antiga fundação da estrutura. Mais tarde, em 26 de junho de 1935, a expedição, então liderada por Eric Schmidt, encontrou mais quatro cópias de XPf, três em persa antigo (XPf/OP) e outra em acadiano babilônico (XPf/AB), acompanhadas de algumas cópias da famosa “inscrição dos Daivā” de Xerxes (XPh) (ABDI, 2006-2007, p. 46; HUAYNA ÁVILA, 2020, p. 121; MOUSAVI, 2020, p. 78). Supõe-se que tenha existido uma versão elamita de XPf (*XPf/AE), mas ela não foi recuperada. Curiosamente, as últimas cópias da inscrição a serem descobertas estavam fora de seu contexto de origem, na Sala 16 dos “Aposentos da Guarnição” (Cf. SCHMIDT, 1939; SCHMIDT, 1953, fig. 82 e pl. 20A). O motivo de textos fundacionais tão importantes terem sido encontrados fora de seu contexto original, bem como a razão de seu reúso profano, não foram devidamente explicados até os dias de hoje (MOUSAVI, 2020, p. 78). [...]

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Publicado

2026-03-29

Edição

Seção

Artigos