A necromancia na Grécia antiga
DOI:
https://doi.org/10.17074/cpc.v1i49.66654Resumo
Na Grécia Antiga, a adivinhação desempenhava a função de um elo entre o mundo cotidiano, tal como era vivenciado pelos seres humanos, e outras dimensões potencialmente ameaçadoras. Mais do que constituir uma solução direta para problemas específicos, a adivinhação configurava-se como um mecanismo de deslocamento dessas questões para além da esfera ordinária, ampliando os limites da razão humana e adentrando em territórios usualmente inacessíveis. Durante o período arcaico, os gregos não viam os mortos como uma fonte de preocupação. Contudo, com o passar do tempo, influências externas e transformações internas na cultura grega, impulsionadas, em parte, por guerras e epidemias, fomentaram o temor em relação às potências sobrenaturais e intensificaram as preocupações com seu bem-estar individual. Essa inquietação crescente quanto à influência dos mortos sobre o mundo dos vivos deu origem a especialistas dotados de habilidades para controlá-los e resolver questões associadas a eles. Conhecidos sob a designação de goetes, esses especialistas estavam associados à prática da necromancia, desempenhando um papel essencial na mediação entre o mundo dos vivos e o dos mortos.
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