"Ritos" e "Religião"
Observações sobre alguns preconceitos dos historiadores das religiões dos gregos e dos romanos
DOI:
https://doi.org/10.17074/cpc.v1i49.66686Resumo
A falta de interesse que a maioria dos historiadores das religiões grega e romana dedicam aos ritos remonta a duas teorias. A maioria dos historiadores refere-se, seguindo L. Deubner, G. Wissowa e M.P. Nilsson, às teorias primitivistas desenvolvidas por Tylor e a Escola de Cambridge, que situavam o sistema ritual em uma época primitiva, pré-deísta. Outros historiadores, como G. Rohde, reproduzem conscientemente ou não as teorias românticas sobre a origem das religiões, como K. O. Müller, por exemplo, definiu: o ritualismo seria o resultado da ruptura da relação originária imediata com a divindade. Dispensados, em ambos os casos, de questionar o significado dos ritos em seu contexto cotidiano, os estudiosos especulam, não sem ambiguidades, sobre os ritos originários, ou se contentam em estudar os ritos atestados como fósseis desse período. Tendências novas surgiram após a guerra (Dumézil, Vernant, Burkert) e se desenvolveram desde então, mas, na maioria dos casos, o rito alimenta interesse porque serve como meio para levantar outras questões.
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Copyright (c) 2025 Fabio Antonio da Costa, Yuri Hensel; Jean-Louis Durand, John Scheid

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