Agesilau II e o sagrado como mecanismo de poder político, na Esparta do séc. IV a.C.
DOI:
https://doi.org/10.17074/cpc.v1i49.66845Resumo
A representação que Xenofonte teceu de Agesilau II, basileús Euripôntida da Lacedemônia, esteve diretamente associada ao contexto político-social em que esteve inserido. Dito isso, o discurso de Xenofonte evidenciou que Agesilau fora um exemplo de governante e líder militar, sobretudo, por nunca negligenciar o sagrado. Sendo assim, ao analisarmos alguns excertos da documentação literária de Xenofonte notamos que a conduta de Agesilau foi caracterizada como piedosa, estando atrelada à sua formação e estirpe, além de compromissada com o bem-estar de sua pólis, Esparta. Portanto, a nossa hipótese é que o discurso de Xenofonte na obra Agesilau, pretendia elogiar as ações do basileús homônimo como um sinal de gratidão e amizade, mas, também como denúncia as póleis que haviam se afastado da tradição ancestral e estavam promovendo guerras mutuamente, levando à instabilidade na Hélade.
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