Agesilau II e o sagrado como mecanismo de poder político, na Esparta do séc. IV a.C.

Autores

  • Luis Filipe Bantim de Assumpção Universidade de Vassouras/Coordenador Local do Doutorado em História; Professor Adjunto I dos cursos de Pedagogia e Direito, na Universidade de Vassouras, campus Maricá. https://orcid.org/0000-0003-2031-9441

DOI:

https://doi.org/10.17074/cpc.v1i49.66845

Resumo

A representação que Xenofonte teceu de Agesilau II, basileús Euripôntida da Lacedemônia, esteve diretamente associada ao contexto político-social em que esteve inserido. Dito isso, o discurso de Xenofonte evidenciou que Agesilau fora um exemplo de governante e líder militar, sobretudo, por nunca negligenciar o sagrado. Sendo assim, ao analisarmos alguns excertos da documentação literária de Xenofonte notamos que a conduta de Agesilau foi caracterizada como piedosa, estando atrelada à sua formação e estirpe, além de compromissada com o bem-estar de sua pólis, Esparta. Portanto, a nossa hipótese é que o discurso de Xenofonte na obra Agesilau, pretendia elogiar as ações do basileús homônimo como um sinal de gratidão e amizade, mas, também como denúncia as póleis que haviam se afastado da tradição ancestral e estavam promovendo guerras mutuamente, levando à instabilidade na Hélade.

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Biografia do Autor

Luis Filipe Bantim de Assumpção, Universidade de Vassouras/Coordenador Local do Doutorado em História; Professor Adjunto I dos cursos de Pedagogia e Direito, na Universidade de Vassouras, campus Maricá.

Luis Filipe Bantim de Assumpção é Doutor em História Comparada (UFRJ), com estágio de Pós-doutorado em Letras Clássicas (UFRJ). Tem experiência com História Antiga, Literatura Clássica, Recepção da Antiguidade, Teorias e Metodologias da História e Ensino de História. Atualmente, ocupa o cargo de Coordenador Local de Doutorado (PRPPG/UNIVASSOURAS), por meio do PCI entre a Universidade de Vassouras e a UNISINOS-RS, e de Professor Adjunto I dos cursos de Pedagogia e Direito da Universidade de Vassouras, campus Maricá. Assumpção é líder e pesquisador do Grupo de Pesquisa Integrada em História, Patrimônio Cultural e Educação (GHiPE/PRPPG/UNIVASSOURAS/CNPq), também nesta Universidade, atuando na linha de pesquisa Ensino de História e História da Educação.

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Publicado

18-12-2025

Edição

Seção

Artigos