Diuus Iulius: Cícero e a divinização de Júlio César (Philippica 2)

Claudia Beltrão da Rosa

Resumo


Um dos temas mais controversos da historiografia é a divinização de Júlio César, que fundamentou práticas futuras de consecratio e formas oficiais do que foi chamado, na modernidade, “culto imperial”. Meu objetivo é observar uma importante evidência da criação deste novo deus na Roma de meados do séc. I AEC, o deus Iulius, que, geralmente, é pouco (ou mal) compreendido pelos estudiosos modernos. Cícero, contemporâneo de César, ao vituperar contra Antônio, reconhecia e afirmava, nas Philipplicæ, os signa divinos do deus Júlio. Defendo que, na Philippica 2, a invectiva de Cícero radica no tema do desrespeito de Antônio à memória e ao culto do novo deus. Os argumentos do orador se movem no contexto e no vocabulário religioso romano do período, que devem ser levados em conta pelos pesquisadores, contribuindo para a compreensão de um momento de grandes transformações em Roma e em seu imperium.




DOI: https://doi.org/10.17074/cpc.v1i26.7029

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 Calíope: Presença Clássica