Onde começam e onde terminam os deuses?: “o alfa e o ômega” mediterrânico e as interações culturais helenísticas

André Chevitarese

Resumo


O artigo tem por objetivo discutir as origens do modelo “alfa/ômega” presente
no livro Apocalipse, considerando seu ambiente originário e suas recepções até o
tempo presente. O trabalho parte do modelo “alfa/ômega” amplamente disseminado, até hoje, nas experiências religiosas de caráter cristão por meio de diferentes tipos de suportes materiais e textuais até sua origem na Bacia Mediterrânica helenizada nos primeiros séculos da Era Comum. 
Por meio de indícios documentais de diferentes naturezas, explica como as
origens cristãs sempre foram plurais e dialogaram intensamente com as demais
experiências religiosas com as quais conviveu e interagiu. Por fim, tendo em vista que nenhuma experiência religiosa nasce sagrada, conclui que a audiência mediterrânica estava familiarizada com divindades intituladas como “alfa/ômega”, portanto, muito antes de ser inédita, a divindade cristã foi percebida em suas origens como muito semelhante às demais de sua cultura originária.

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DOI: https://doi.org/10.17074/cpc.v1i29.7409

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