Entre as ciências, as técnicas, a política e a sociedade: como identificar os mais vulneráveis aos riscos inerentes às alterações climáticas globais?
Resumo
Este artigo analisa a evolução do conceito de risco, desde abordagens probabilísticas centradas na relação entre probabilidade e consequências até a incorporação da vulnerabilidade social como dimensão essencial da análise. O enfoque positivista focado nos perigos naturais e suas magnitudes, mostrou-se insuficiente para explicar os impactos desiguais de eventos semelhantes em diferentes contextos sociais. Já o enfoque construtivista evidenciou como os riscos são socialmente produzidos e distribuídos de forma desigual, refletindo processos históricos de produção de vulnerabilidades. Ao final, o artigo indica o Social Vulnerability Index® como métrica para medir vulnerabilidade social a partir dos dados do Censo Demográfico; bem como recomenda os modelos Hazards of Place e Pressure and Release como referência para elaboração de planos de adaptação climática, tendo em vista sua capacidade de integrar as dimensões naturais e sociais, respondendo de forma adequada aos desafios dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável comprometidos com os mais vulneráveis.
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