Os “estranhos na cidade”: a clínica e a atenção psicossocial num caso de vulnerabilidade social

Julio Cesar de Oliveira Nicodemos

Resumo


O presente artigo apresenta a formação de dispositivos de segregação que se formam na
pólis a partir de saberes operados por proissionais em diferentes instituições que acolhem
adolescentes em situação de vulnerabilidade psicossocial, os transformando em atores
"estranhos à cidade". Demonstraremos como um fazer clínico-político pode emergir, a partir
da escuta de cada sujeito, como um dispositivo de resistência a esse processo, permitindo que
cada sujeito possa se relançar no mundo e nos laços sociais através de outras marcas que não
aquelas que lhes são impostas por tais saberes (delinquentes, dependentes químicos, perigosos
etc.). Neste processo, ilustraremos com um caso de um sujeito psicótico acompanhado pela
Equipe de Referência Infanto-Juvenil para ações de atenção ao uso de Álcool e outras Drogas (ERIJAD).


Palavras-chave: segregação, clínico-político, adolescentes, medidas socioeducativas.




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