La curiosidad en la adopción: ¿terreno pantanoso o cuestión de salud psíquica?

Gina Khafif Levinzon

Resumo


Resumen

Este artículo aborda el tema de la curiosidad en el universo de la adopción. Se resaltan los aspectos que indican salud psíquica, como también los que denotan un bloqueo de recursos personales esenciales ligados a la búsqueda de conocimiento. Las angustias de los padres adoptivos, su miedo a perder al hijo, sus dificultades respecto a vivir el luto de su esterilidad o a reconocer las diferencias entre ellos y el niño, entre otras, pueden levarlos a desestimular al adoptado a investigar su historia. De la misma forma, este puede presentar resistencias a hacerlo en función de los dolores inherentes a este proceso. La posibilidad de sentir y expresar curiosidad es considerada una medida de salud mental, especialmente en el niño o adolescente adoptados, que tienen ante sí la tarea de construir un sentimiento de identidad sólido a pesar de los huecos y traumas vividos. Se presenta un caso clínico, en el que había, de parte de los padres, intensa dificultad en contarle a la hija sobre la adopción, lo que acarreaba importantes perjuicios en su desarrollo. El trabajo psicoanalítico con la niña y el acompañamiento regular en consultas con los padres permitieron que se retomara el camino hacia el crecimiento.

Palabras-clave: curiosidad, adopción, padres adoptivos, psicoterapia psicoanalítica, dificultades de aprendizaje.


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