Juventudes e Políticas Públicas: ensaiando reflexões sobre os desafios e potencialidades da atuação psicossocial

Autores

  • Ligia Tlaija Leipnitz Pesquisadora autônoma
  • Luiz Fernando Alvarenga Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS)

DOI:

https://doi.org/10.54948/desidades.vi36.45362

Palavras-chave:

saúde pública, políticas públicas, juventudes, psicologia social, diversidade

Resumo

Este trabalho aborda os desafios e potencialidades das Políticas Públicas de/para
juventudes. A partir de reflexões e questionamentos vivenciados durante a trajetória acadêmica e profissional, desenha-se o problema de pesquisa que busca tensionar os discursos que circulam e sustentam a produção e implementação de políticas públicas de/para juventudes. O trabalho desenvolve-se enquanto ensaio, que toma a escrita como linguagem da experiência e se preocupa em transformar em problema a relação entre pensar e escrever. O estudo articula conhecimentos advindos da escola pós-estruturalista, da saúde pública e da psicologia social, e tem como objetivos problematizar os modos de subjetivação que circulam entre uma juventude vulnerável e problemática, ao mesmo tempo, funcional e produtiva, no sentido de discutir os efeitos dessa produção. Ao final, a característica da diversidade surge como importante analisador na discussão sobre os desafios e as potencialidades do trabalho intersetorial e multiprofissional com as juventudes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ligia Tlaija Leipnitz, Pesquisadora autônoma

Psicóloga, especialista em Saúde Pública pela Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Psicoterapeuta clínica de jovens e adultos.

Luiz Fernando Alvarenga, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS)

Fisioterapeuta, doutor em Educação, professor adjunto
do Curso de Fisioterapia e do Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde da UFRGS

Referências

BBC, Brasil. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil, diz CPI. Rio de Janeiro, 2016. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-36461295>. Acesso em: 29 set. 2020.

BOTELHO, L. L. R.; CUNHA, C. C. A.; MACEDO, M. O método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Gestão e sociedade, cidade, v. 2011, 5.11: 121-136.

BRASIL, Lei Federal N° 8069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%208.069%2C%20DE%2013%20DE%20JULHO%20DE%201990.&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20Estatuto%20da,Adolescente%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.& text=Art.%201%C2%BA%20Esta%20Lei%20disp%C3%B5e,%C3%A0%20crian%C3%A7a%20e%20ao%20adolescente.&text=Nos%20casos%20expressos%20em%20lei,e%20um%20anos%20de%20idade.>. Acesso em: 15 ago. 2020.

BRASIL. Lei Federal Nº 10216, de 6 de abril de 2001. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm>. Acesso em: 15 ago. 2020.

BRASIL. Lei Federal N° 12852, de 5 de agosto de 2013. Institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude - SINAJUVE. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-

/2013/lei/l12852.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%2012.852%2C%20DE%205%20DE%20AGOSTO%20DE%202013.&text=Institui%20o%20Estatuto%20da%20Juventude,Sistema%20Nacional%20de%20Juventude%20%2D%20SINAJUVE.>. Acesso em: 15 ago. 2020.

CARDOSO, A. J. C., et al. Reforma Psiquiátrica e a Política Nacional de Saúde Mental. Tempus Actas de Saúde Coletiva: Brasília, v. 8, n. 1, p. 57-63, 2014.

CECCIM, R. B. Educação Permanente em Saúde: desafio ambicioso e necessário. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, São Paulo, v. 9, n. 16, p. 161-77, set. 2004.

CECCIM, R. B., et al. Intensidade na atenção básica: prospecção de experiências ‘informes’ e pesquisa-formação. Porto Alegre: Rede Unida, 2016.

FOUCAULT, M. Segurança, território, população: curso dado no Collège de France (1977-1978). São Paulo: Martins Fontes, 2008.

_________, M. História da Loucura na Idade Clássica. São Paulo: Perspectiva, 1978.

_________, M. Em defesa da sociedade. Tradução de Maria Ermantina Galvão. 1999.

GUARESCHI, N. M. F.; LARA, L.; ADEGAS, M. A.. Políticas públicas entre o sujeito de direitos e o homo œconomicus. Psico: PUCRS, Porto Alegre, v. 41, n. 3, p. 332-339, set. 2010.

GUIMARAES, C. F.; MENEGHEL, S. N.; OLIVEIRA, C. S. Subjetividade e estratégias de resistência na prisão. Psicologia: ciência e profissão, v. 26, n. 4, p. 632-645, 2006.

HADLER, O. H. Nas trilhas de João e Maria: a produção do sujeito jovem. Pelotas: Textos, 2010.

LARROSA, J. O ensaio e a escrita acadêmica. Educação & Realidade, v. 28, n. 2, p. 102-115, 2003.

_________, J. A OPERAÇÃO ENSAIO: sobre o ensaiar e o ensaiar-se no pensamento, na escrita e na vida. Educação & Realidade, Florianópolis, v. 29, n. 1, p.27-43, set. 2004.

MERHY, E. E. Em busca do tempo perdido: A micropolítica do trabalho vivo em saúde. In:MERHY, Emerson Elias; ONOCKO, Rosana (Org.). Agir em saúde: um desafio para o público. São Paulo: HUCITEC, 1997, p. 151- 167.

PELBART, P. P. (2007). Biopolítica. Sala Preta, 7, 57-66. Disponível em:

<https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v7i0p57-66>. Acesso em: 9 set. 2020.

ROSSI, A.; PASSOS, E. Análise institucional: revisão conceitual e nuances da pesquisa-intervenção no Brasil. Revista EPOS, v. 5, n. 1, p. 156-181, 2014.

SCISLESKI, A. C. C.; et al. Juventude e pobreza: a construção de sujeitos potencialmente perigosos. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v. 64, n. 3, p. 19-34, 2012.

OLIVEIRA, M. L.; MARQUES, L. R.. Políticas de juventudes: histórias de vida, educação e resistência. Educação & Sociedade, v. 37, n. 137, p. 1203-1222, 2016.

Downloads

Publicado

26-10-2023

Edição

Seção

TEMAS EM DESTAQUE