Violência Armada e Desaparecimentos forçados contra crianças, adolescentes e jovens na Baixada Fluminense: a banalização do terror do Estado interrompendo vidas prematuramente
a banalização do terror do Estado interrompendo vidas prematuramente
DOI:
https://doi.org/10.54948/desidades.v1i41.65578Palavras-chave:
Violência Armada, Infância e Juventude, Baixada Fluminense, Desaparecimento Forçado, Letalidade PolicialResumo
O presente artigo examina a violência armada e sua repercussão na vida de crianças, adolescentes, jovens e suas famílias, com foco particular na letalidade policial na região da Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro. Utilizando dados fornecidos pelo Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, o estudo delineia um panorama da violência letal, com ênfase na violência policial direcionada à população, à infância e à juventude negra. O artigo também aborda as denúncias feitas por familiares e organizações da sociedade civil acerca do aumento dos casos de desaparecimentos forçados a partir de pesquisas sobre o tema. A análise considera o sofrimento intenso experimentado pelas vítimas indiretas – incluindo mães, parentes e companheiras – que enfrentam não apenas a perda de entes queridos, mas também uma série de violações de direitos perpetradas pelo Estado. Em resposta a esse cenário devastador, o artigo explora as iniciativas para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à atenção psicossocial de mães e familiares das vítimas de violência estatal na Baixada Fluminense, destacando os esforços históricos dos familiares afetados na busca por justiça e reparação.
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