Tríade adotiva e direito às origens: contato pós-adoção com mediação do Judiciário
DOI:
https://doi.org/10.54948/desidades.v1i43.66316Palavras-chave:
adoção, Poder Judiciário, direito às origens, tríade adotivaResumo
Este artigo tem como objetivo analisar a experiência da tríade adotiva, composta pela família biológica, filho e família adotiva, no contato pós-adoção mediado pelo Poder Judiciário, buscando compreender as repercussões desse encontro. A motivação para o estudo surgiu a partir de um caso emblemático atendido em uma Vara da Infância e da Juventude. Trata-se de uma genitora que, tendo entregado a filha em adoção, procurou o Judiciário visando reencontrá-la após decorridos mais de trinta anos. Para atingir o objetivo proposto, quatro anos após terem estabelecido o contato mediado pela Justiça, realizamos entrevistas semiestruturadas em separado com a filha, a genitora e a mãe por adoção. Verificamos que tal experiência pôde contribuir para mitigar medos e preocupações que expunham os envolvidos e seus vínculos a vulnerabilidades. Por fim, apontamos a urgência de refletir sobre a sistematização de procedimentos que permitam a viabilização do direito às origens, indicando a mediação pelo Poder Judiciário.
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