“Eu me sinto muito triste quando tem tiro”: infâncias, escola e violência em contexto de exclusão social
DOI:
https://doi.org/10.54948/desidades.v1i45.69473Palavras-chave:
violência, infâncias, escola, pesquisa-intervenç´ão, escuta éticaResumo
Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa de mestrado em Psicologia desenvolvida em uma escola pública da Rede Municipal de Fortaleza, situada em um território marcado por exclusão social e violência urbana. A investigação teve como objetivo analisar como a violência territorial atravessa as emoções, narrativas e relações das crianças com o espaço escolar, a partir de uma escuta sensível, evidenciando os sentidos que atribuem à escola em contextos de exclusão social. Adotou-se a abordagem metodológica da pesquisa-intervenção, com vivências coletivas de expressão emocional e construção de sentidos, as quais possibilitaram compreender como as crianças elaboram suas experiências escolares em território vulnerabilizado. Os resultados indicam que afetos como medo, raiva e insegurança constituem expressões legítimas de sujeitos que constroem sentidos em meio a contextos adversos. Destaca-se, assim, a importância de práticas pedagógicas que acolham as vozes infantis e reconheçam a escola como espaço de escuta, proteção e resistência.
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