Infâncias warao no bojo da migração forçada
cuidados, aprendizagem e identidade
DOI:
https://doi.org/10.54948/desidades.v1i43.69493Palavras-chave:
Crianças Indígenas, Infâncias, Transformações, Deslocamento Forçado, WaraoResumo
O artigo examina as infâncias warao em deslocamento forçado da Venezuela ao Brasil, com base em etnografia realizada em Porto Alegre (2020–2024). A antropologia da criança mostra como adultos e crianças reinventam práticas de brincar, aprender e cuidar em meio ao adoecimento, às adversidades e às interações com instituições públicas e religiosas. A noção de nobotomo yorokitane (cuidar das crianças) orienta modos de cuidado que combinam saberes tradicionais, catolicismo e atenção biomédica. As crianças não apenas recebem cuidados, mas atuam como agentes na mediação de linguagens (warao, espanhol e português), na sociabilidade comunitária e nos dilemas familiares sobre permanecer no Brasil ou retornar à Venezuela. Conclui-se que, apesar das adversidades, as famílias elaboram alternativas criativas que ressignificam a infância, a identidade e o pertencimento Warao.
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