Participação juvenil e relações intergeracionais em movimentos sociais no Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.54948/desidades.v1i45.71375Palavras-chave:
juventude, participação e protagonismo juvenil, movimentos sociais, intergeracionalidadeResumo
Este artigo analisa a participação juvenil e as relações intergeracionais em movimentos sociais atuantes no Rio de Janeiro, a partir de entrevistas com jovens ativistas. Os jovens, de origens diversas, relataram suas experiências em diferentes iniciativas, apontando tanto o que funciona quanto os desafios das relações intergeracionais nesses espaços. Identificaram práticas colaborativas, mas também tensões marcadas pelo adultocentrismo e por hierarquias etárias, que dificultam sua participação. Os resultados revelam que, embora assumam papéis ativos na formulação e na condução das ações coletivas, os jovens enfrentam situações como a subestimação, a escuta limitada e a resistência ao uso de linguagens contemporâneas, como as mídias digitais. Conclui-se que o fortalecimento do diálogo entre gerações é fundamental para potencializar a participação juvenil e superar dificuldades ainda presentes na dinâmica dos movimentos.
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