Pistas sobre saúde mental infantojuvenil em contextos de acumulação social da violência
DOI:
https://doi.org/10.54948/desidades.v1i44.72836Palavras-chave:
violência, saúde mental, crianças, adolescentesResumo
A partir de elementos empíricos de contextos periféricos da cidade de São Paulo, caracterizados pela acumulação social da violência – que culmina em eventos críticos, como a morte ou a ameaça de morte de crianças e adolescentes por ações policiais ou de milícias –, formulamos duas pistas para pensar-agir na política de atenção psicossocial: uma relativa ao regime do espaço, que enfatiza as redes vivas frente aos espaços feridos; e outra relativa ao regime do tempo, que se refere à cronopolítica intensiva. Tais pistas se ancoram na compreensão dos impactos psicossociais que atingem famílias, comunidades e territórios de forma sistemática e reiterada, e pretendem estar à altura dos singulares danos produzidos pela violência de Estado, caracterizados por serem exercidos por aqueles de quem se espera proteção.
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