Alvos pelo que são? Juventude negra entre violência armada e resistência nas favelas cariocas
DOI:
https://doi.org/10.54948/desidades.v1i44.72939Palavras-chave:
juventude negra, violência armada, território, resistência, interseccionalidadeResumo
Este artigo discute a relação entre violência armada e a juventude negra que vive em favelas cariocas, com foco nos complexos de Manguinhos e da Maré, a partir do pressuposto de que esses jovens se tornam alvos da violência não apenas pelo que fazem, mas pelo que são. Articulando literatura sobre racismo estrutural, interseccionalidade, necropolítica e saúde coletiva, sustenta-se que a violência armada constitui condição territorialmente concentrada e racialmente estruturada. A sobreposição entre presença armada do Estado e atuação de grupos civis armados produz regimes diferenciados de controle e vulnerabilidade juvenil. O artigo também debate sobre práticas comunitárias de cuidado e estratégias de resistência que tensionam a naturalização da morte e afirmam a juventude como sujeito de direitos nas disputas cotidianas por proteção e reconhecimento. Reafirma-se a necessidade de respostas intersetoriais comprometidas com a proteção da vida, a garantia de direitos e o fortalecimento do cuidado nos territórios.
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