Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação?

Antoinette Rouvroy, Thomas Berns

Resumo


As novas possibilidades de modelização do real, a partir de algoritmos autodidatas, reordenam as práticas estatísticas modernas e participam da emergência de novas formas de controle. O desenvolvimento de uma governamentalidade algorítmica suscitaria a esperança de libertar-se da subjetividade e pensar os indivíduos pela relação, que se torna o objeto principal de rastreamento e determinação de algoritmos autodidatas. A centralidade da relação para esses modelos faz retornar propostas de filósofos como Simondon e Deleuze e Guattari, para quem a relação levaria a arranjos transindividuais e rizomáticos emancipadores. Apesar das possíveis aproximações, permanecem diferenças fundamentais, que dizem respeito ao papel da “diferença”, da disparidade e da “falha” na criação de novos mundos relacionais.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.29146/eco-pos.v18i2.2662

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.