Rebolando para entender os memes: performatividade masculina e disputas identitárias em festas gays e linguagem da internet

Fabricio Campos Longo da Silva

Resumo


Neste trabalho, analiso as imagens e as conversas entre os frequentadores de festas voltadas para o público gay da cidade do Rio de Janeiro, trocadas em “eventos de divulgação” nas redes sociais. Para tal, realizo uma “netnografia” (Fragoso, Recuero e Amaral, 2011), a fim de investigar a rediferenciação (Braga, 2018) entre os grupos que circulam pelas festas, nas disputas identitárias que se retroalimentam nos espaços online/offline. Durante a pesquisa de campo, deparei-me com esses recursos visuais e, em última instância, o que ouvia e observava junto aos meus interlocutores revelava-se nessas imagéticas. Considerando o acionamento de uma “performatividade de gênero” (Butler, 2015) hipermasculina como “capital erótico” (Hakim, 2012), mesclo entre apresentar essas imagens e dialogar com os dados de campo e com teorias para analisar as “identidades gays” e o universo de disputa que marcam o movimento LGBT em sua contemporaneidade. Assim, o artigo privilegia temas antropológicos, quais sejam: sexualidade, gênero, identidades sociais e performatividades que são produzidos em um contexto informal, diferente daquele dos movimentos de direitos civis, levando em conta o “eu-espetacular” (Sibilia, 2016) apresentado na internet.

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