O pensamento militar na sociedade medieval
guerra como cultura no período das Cruzadas (1095-1291)
DOI:
https://doi.org/10.55702/medievalis.v14i2.70017Palavras-chave:
Cruzadas, Cavaleiro, Guerra SantaResumo
O presente artigo tem como objetivo analisar a guerra como fenômeno cultural e estruturante da sociedade feudal cristã, especialmente no contexto das Cruzadas. Parte-se da hipótese de que a guerra, ao ser legitimada pela Igreja e investida de valor espiritual, tornou-se elemento de coesão social e expressão de fé. A pesquisa, de caráter bibliográfico, fundamenta-se em autores como Jean Flori, Jonathan Riley-Smith, Tomás de Aquino e Ramon Llull. O estudo examina a transformação do cavaleiro em miles Christi, a espiritualização da violência, o papel das ordens militares e a influência das Cruzadas na mentalidade coletiva da cristandade. Conclui-se que a guerra cruzadística configurou um ethos próprio, no qual poder, fé e violência se entrelaçaram, moldando o imaginário e a cultura política do Ocidente medieval.
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