Ouvir o inaudito
a voz silenciada da natureza em O desejo de Kianda (1995), de Pepetela
DOI:
https://doi.org/10.35520/metamorfoses.2025.v22n02a72082Resumo
Uma fissura separa a natureza e a cultura. Nessa perspectiva, os desenvolvimentos urbano e econômico estão assentados no vilipêndio dos elementos da natureza, vistos, apenas, como recursos disponíveis para a exploração por parte do capital. Frente a esse enquadramento ideológico, profundamente difundido no discurso neoliberal, os povos originários apontam cosmovisões que evidenciam a existência de uma rede simbiótica entre os diversos viventes e elementos que coabitam a Terra. Em diálogo com vozes dos pensadores indígenas, em especial Ailton Krenak e Davi Kopenawa, buscamos, neste trabalho, realizar uma leitura de O desejo de Kianda (2021 [1995]), de Pepetela, sob o prisma ecológico. Com isso, propomos um exercício de escutar a voz inscrita nas dobras do texto, aguçando nossos ouvidos para o rumorejar da vigilante deusa das águas.
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