Disjunções do espelho líquido
o informe na poesia de Luís Miguel Nava e nas Body/Sculptures de Hans Breder
DOI:
https://doi.org/10.35520/metamorfoses.2025.v22n02a72383Resumo
A poesia de Luís Miguel Nava explora um movimento descensional – elaborado poeticamente por imagens como a escavação do espírito, a penetração dos rasgões da memória, o mergulho na plasticidade do espelho líquido – por meio do qual é elaborada, em sua obra, uma poética do subterrâneo como espaço fraturante, criador de disjunções do sentido e do pensamento. Elegendo o espelho como imagem central de minha investigação sobre esse movimento descensional em Nava, estabeleço um diálogo entre a sua poesia e as Body/Sculptures do artista teuto-americano Hans Breder, uma série de obras de arte intermídia que explora o cruzamento de noções de performance, escultura clássica e fotografia. A partir da insólita disposição de corpos nus no espaço – estúdios, florestas, corpos d’água –, as figuras humanas das Body/Sculptures interagem com a paisagem, com outros corpos, e, sobretudo, com as imagens produzidas como reflexos dos grandes espelhos que carregam. Busco articular o modo como os dois artistas desenvolvem uma linguagem que nos permite ler o espelho líquido – elaborado por Nava em oposição ao espelho plano e álgido – como espaço de uma reveladora irrealidade, caracterizado por seu poder de mutilação das formas e de contaminação do real.
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