A posição de classe do proletariado diante da anistia

Eduardo Navarro Stotz

Resumo



O 30.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem [1978] foi comemorado com manifestações em defesa da anistia em todo o mundo. Reclamou-se a liberdade tanto para os contra-revolucionários e agentes da CIA como para os combatentes da causa do socialismo. E no Brasil também a bandeira da anistia transformou-se definitivamente numa “causa nacional”. Ouvimos vozes em defesa da anistia por todos os cantos, desde reuniões do Conselho Brasileiro de Anistia até em assembleias sindicais. As lideranças democráticas da burguesia têm enfatizado a necessidade dessa medida com uma insistência assombradora. O problema torna-se importante e muito grave quando este ponto de vista democrático ganha vários setores da Esquerda; sobretudo quando estes setores são responsáveis diretos pela penetração desse ponto de vista no meio operário. Referimo nos aqui à bandeira da “anistia ampla, geral e irrestrita”, que encontramos assinalada em várias  plataformas e na agitação das Esquerdas Procuramos, aqui, retomar o ponto de vista marxista diante da anistia, tendo em vista a necessidade de a classe operária posicionar-se como classe face a este problema que se transformou em “causa nacional”


Palavras-chave


História do Brasil; Anistia; Karl Marx; Proletariado

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Referências


Marxismo Militante, n. 6, fevereiro de 1979. Documento do Acervo Polop, sob a guarda do Laboratório de História e Memória da Esquerda e das Lutas Sociais - LABELU, da Universidade Estadual de Feira de Santana, BA (http://www.labeluuefs.blogspot.com.br/).


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