POR QUE É NECESSÁRIA UMA NOVA AGENDA DE PESQUISA PARA O ESTUDO DA INTELIGÊNCIA CONTEMPORÂNEA?
DOI:
https://doi.org/10.21721/p2p.2026v13e-72816Palavras-chave:
inteligência contemporânea, atividade de inteligência, necessidades dos usuários, écnicas analíticas estruturadas, inteligência de segurança públicaResumo
O artigo insere-se no campo dos Estudos de Inteligência ao problematizar o descompasso entre um paradigma anglo-estadocêntrico, funcionalista e centrado no “ciclo de inteligência” e a complexa ecologia contemporânea de atores, tecnologias e práticas de inteligência de Estado, de segurança pública, estratégica e competitiva. Tem como objetivo propor uma nova agenda de pesquisa para a inteligência contemporânea, articulando fundamentos doutrinários, conceituais e metodológicos à realidade brasileira, com destaque para a Doutrina da Atividade de Inteligência da ABIN. Adota-se como metodologia uma revisão narrativa de literatura, combinando análise de marcos normativos e doutrinários com estudos nacionais e internacionais em inteligência, ciência da informação, gestão do conhecimento e segurança pública. Como resultados, identificam-se quatro eixos estruturantes: a inteligência como campo social transversal; a centralidade da avaliação das necessidades dos usuários; o impacto das tecnologias emergentes e da profissionalização dos analistas; e a importância do uso sistemático de técnicas analíticas estruturadas. Conclui-se que a consolidação dessa agenda exige esforços transdisciplinares, revisão de currículos e práticas institucionais, fortalecimento de mecanismos de controle democrático e desenvolvimento de pesquisas empíricas sobre usuários, métodos e arranjos organizacionais em inteligência.
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