A ECONOMIA ROMANA ERA UMA ECONOMIA DE MERCADO?

Jean Andreau

Resumo


O meu objetivo neste artigo é discutir sobre a existência de mercados abstratos no mundo mediterrâneo à época romana. Quero mostrar de um lado, contra a opinião de M. I. Finley, que havia mercados abstratos no mundo romano com relação aos bens materiais consumíveis (como o trigo), com relação aos bens materiais não consumíveis (a terra, por exemplo) e também com relação aos bens imateriais (como o trabalho). Já de outro lado, quero mostrar, contra a opinião de P. Temin, que esses mercados eram parciais, fragmentados e não unificados, e que não podemos falar da existência de uma economia de mercado no mundo romano. Neste artigo vou me dedicar ao estudo do funcionamento dos mercados abstratos envolvendo três bens de naturezas bem diferentes: o trabalho, o trigo e o crédito. Defendo que todos os três existiam, mas nenhum deles enquanto mercado unificado. O terceiro mercado, o do crédito, Temin curiosamente não procurou provar que fosse unificado - ele destaca a sofisticação desse mercado, mas sem se interessar tanto pelo seu caráter unificado. Também não acredito que ele seja unificado, mas ele é muito interessante, porque nós temos sobre o tema uma documentação significativa, documentos que tratam particularmente sobre as taxas de juros.


Palavras-chave


economia antiga; economia romana; economia de mercado; história romana.

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DOI: https://doi.org/10.26770/phoinixv21.2.n.6

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