LISÍSTRATA, A OBRA ‘PERFEITA’ DE UM POETA MADURO

Maria de Fátima Silva

Resumo


A análise que nos propomos fazer de Lisístrata assenta em três motivos. Em primeiro lugar, aquele que é o mais visível e aparatoso, destinado a provocar o riso entre os espectadores menos exigentes, a massa popular, espontânea e ignorante: a feminilidade e o sexo. Mas o poeta estava atento à necessidade de responder a outro tipo de expectativa, daquele público que esperava da comédia uma proposta mais sofisticada. É nesse sentido que a peça inclui também um conteúdo político, focado na governação masculina da cidade e na decadência a que parecia condená-la. Por fim, como corolário destas duas linhas temáticas, um terceiro motivo forte na peça é o conflito de género, tanto no plano doméstico, como no cívico. Com Lisístrata, Aristófanes afirmava-se como criador maduro na arte cómica e poeta de qualidade, mas também como cidadão atento à realidade da Atenas do momento. 


Palavras-chave


sexo; feminismo; conflito de género; mensagem política.

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DOI: https://doi.org/10.26770/phoinix.v28n1

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